Ibovespa: queda de maio não impede liderança em rentabilidade

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Ibovespa registra maior queda mensal desde 2023, mas segue como investimento mais rentável de 2026, aponta levantamento. (Foto: Magnific)

O Ibovespa recuou 7,22% em maio e registrou sua maior queda mensal desde fevereiro de 2023, quando havia acumulado perda de 7,49%. Apesar da correção, o principal índice da bolsa brasileira mantém a liderança no ranking de rentabilidade entre os principais investimentos em 2026, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

Ainda assim, o desempenho acumulado do Ibovespa no ano continua acima do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha a taxa básica de juros e avançou 5,66% no mesmo período.

Ibovespa divide atenção com BDRX

Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrentou correção, o destaque de maio ficou com o BDRX, que avançou 9,22% no mês.

Com isso, o indicador registrou sua maior valorização mensal desde junho de 2024. Segundo a consultoria, o resultado reforça a importância da diversificação internacional em períodos de maior incerteza.

“O desempenho reforça a importância da diversificação internacional em períodos de aumento da incerteza e aversão ao risco”, destaca a Elos Ayta.

Ouro lidera em 12 meses

Na janela de 12 meses encerrada em maio, o destaque ficou para o Ouro, que acumulou valorização de 32,56%.

Em seguida aparecem:

  • Ibovespa: 26,83%
  • BDRX: 24,08%
  • IDIV: 22,26%

Dessa forma, ativos considerados defensivos continuam entre os investimentos com melhor desempenho no período.

Bitcoin amplia perdas

Na outra ponta do ranking, o Bitcoin acumula queda de 37,51% nos últimos 12 meses.

Além disso, a criptomoeda registra recuo de 22,90% apenas em 2026, configurando o segundo ano consecutivo de desvalorização.

Segundo a consultoria, o cenário recente evidencia uma busca maior dos investidores por proteção diante da volatilidade dos mercados.

Diversificação ganha espaço

Para a Elos Ayta, os resultados de maio reforçam a importância da diversificação de portfólio em momentos de instabilidade.

“Os números mostram que maio foi marcado por uma combinação de realização de lucros, aumento da aversão ao risco e busca por proteção. Ao mesmo tempo, reforçam que estratégias de diversificação, especialmente com exposição internacional e ativos defensivos, continuam desempenhando papel relevante na preservação de patrimônio em períodos de elevada volatilidade”, afirma a consultoria.

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