O Banco Central do Brasil (BCB) mantém a maior reserva de ouro entre os bancos centrais da América Latina. Ao fim de março de 2026, o país soma 172,4 toneladas do metal, o equivalente a 7,1% das reservas totais da instituição.
Com isso, o Brasil ocupa a 28ª posição no ranking global de reservas públicas do metal divulgado pelo World Gold Council. Além disso, o país amplia a relevância regional em meio ao aumento global das compras de ouro por bancos centrais.
Brasil à frente de México e Argentina
Na América Latina, o México aparece logo atrás do Brasil entre os países com dados atualizados. O banco central mexicano detém cerca de 120,1 toneladas de ouro, o equivalente a 6,6% das reservas internacionais.
Já a Argentina ocupa a terceira posição regional, com 61,7 toneladas. No entanto, o ouro representa uma fatia maior das reservas argentinas, equivalente a 21,9% do total.
Enquanto isso, a Venezuela segue cercada por incertezas. O país aparece com 161,2 toneladas nos registros históricos, porém a última atualização oficial ocorreu em 2018. Segundo a Reuters, o estoque efetivo caiu para cerca de 47 toneladas em 2025.
Ouro ganha espaço nas reservas globais
O movimento brasileiro acompanha uma tendência internacional de fortalecimento do ouro como ativo estratégico. Atualmente, bancos centrais ampliam compras do metal em meio à volatilidade global, tensões geopolíticas e busca por diversificação cambial.
Além disso, o metal passa a ocupar posição mais relevante nas reservas brasileiras. Segundo relatório do Banco Central citado pela Reuters, o metal se torna o segundo maior ativo das reservas internacionais do país em 2025, atrás apenas do dólar.
EUA lideram ranking global
No cenário global, os Estados Unidos (EUA) lideram com ampla vantagem e acumulam 8.133,5 toneladas de ouro em reservas. Em seguida aparecem:
- Alemanha: 3.350,39 toneladas
- Fundo Monetário Internacional: 2.814 toneladas
- Itália: 2.851 toneladas
- França: 2.437 toneladas
- China: 2.437 toneladas
Além deles, Rússia, Suíça, Índia e Japão também aparecem entre os maiores detentores de ouro do mundo.
Saiba mais:
Por que o ouro superou US$ 5.000 pela primeira vez na história?