Sirius: acelerador fortalece inovação científica no Brasil

acelerador de partículas Sirius
Sirius inaugura quatro novas linhas de luz síncrotron e amplia pesquisas em saúde, energia, nanotecnologia e novos materiais. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O acelerador de partículas Sirius amplia sua estrutura científica com a entrada em operação de quatro novas linhas de luz síncrotron no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Com isso, a estrutura aumenta a capacidade brasileira de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais.

Além disso, o Sirius consolida o Brasil entre os países que operam fontes de luz síncrotron de quarta geração. Atualmente, o equipamento funciona como um supermicroscópio de alta precisão capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes setores científicos e industriais.

Sirius fortalece pesquisas de alta complexidade

As novas linhas ampliam o número de experimentos e aplicações desenvolvidas no acelerador de partículas brasileiro. Dessa forma, pesquisadores ganham maior capacidade para estudos ligados a biomateriais, química, física, biotecnologia e engenharia avançada.

Além da aplicação científica, o Sirius também impulsiona inovação industrial. Segundo o CNPEM, entre 85% e 90% dos componentes da estrutura são produzidos ou desenvolvidos no Brasil. Assim, o projeto fortalece cadeias de engenharia de alta precisão e tecnologia nacional.

Sirius também aumenta sua capacidade de apoiar estudos ligados a diagnósticos, desenvolvimento de materiais avançados e soluções industriais de alta complexidade. Ao mesmo tempo, o equipamento amplia a integração entre pesquisa científica e inovação aplicada.

Projeto Orion avança ao lado do Sirius

Enquanto o Sirius amplia sua operação, o CNPEM também avança nas obras do Projeto Orion, futuro laboratório NB4 conectado diretamente a uma fonte síncrotron avançada.

Com isso, a estrutura se torna a primeira da América Latina com esse modelo integrado. Além disso, o laboratório deve apoiar pesquisas envolvendo vírus, agentes biológicos e tecnologias voltadas para saúde e biossegurança.

Complexo científico

Considerado a maior infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius reúne tecnologias de alta complexidade usadas em centros de pesquisa avançada ao redor do mundo.

Além disso, a expansão da estrutura reforça o papel do CNPEM em pesquisas ligadas à indústria, medicina, transição energética e desenvolvimento tecnológico. Dessa maneira, o complexo amplia a capacidade brasileira de inovação científica em áreas estratégicas.

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