A B3 registrou lucro recorrente de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ocorreu em meio à expectativa de queda da Selic, ao avanço das operações com derivativos e à entrada de R$ 53,8 bilhões em capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Além disso, a receita trimestral atingiu R$ 3,2 bilhões, crescimento anual de 20%.
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A perspectiva de juros menores alterou o comportamento dos investidores porque reduziu a atratividade da renda fixa tradicional. Com isso, aumentaram as operações em ações e derivativos, segmentos diretamente ligados às receitas da Bolsa. Segundo a companhia, o grupo de receitas pró-cíclicas avançou 23,7% no período, impulsionado pela maior volatilidade do mercado e pelo aumento do fluxo externo.
O volume médio diário negociado em renda variável chegou a R$ 34,8 bilhões, salto de 46% em um ano. Já os segmentos de ETFs e BDRs registraram ADTV de R$ 5,4 bilhões, alta de 57,5%, enquanto passaram a representar 15,5% de todo o volume negociado pela Bolsa. Esse cenário ampliou a liquidez do mercado brasileiro e elevou o número de operações em fundos listados e produtos de proteção financeira.
Fluxo estrangeiro amplia atividade da Bolsa
O resultado da B3 também refletiu melhora operacional. O Ebitda recorrente somou R$ 2,1 bilhões, enquanto as despesas totais cresceram 10,9%, para R$ 918,7 milhões. Porém, as receitas avançaram em ritmo superior aos custos, o que ampliou a eficiência operacional da companhia.
Além da renda variável, a renda fixa apresentou crescimento no trimestre. As emissões avançaram 9,1%, o estoque total subiu 18,5% e a dívida corporativa cresceu 16,8%. Já o Tesouro Direto registrou expansão de 45,5% no estoque do produto e encerrou março com 3,4 milhões de investidores. O desempenho indica um mercado financeiro mais ativo e diversificado diante da expectativa de cortes na Selic.
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