Tradicional reduto comercial de Fortaleza, a empresa especializada na venda de material de construção, a Casas Alves, contabilizou faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões, estimativa deliberada pelo conselheiro executivo da corporação, Cid Alves.
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O empresário destaca que nos dias de hoje, somente na capital cearense, são cinco lojas em atividade, que congregam por volta de 200 funcionários, e juntamente com a parte administrada pelo tio de Cid, Janildo Alves, seriam oito estabelecimentos no total da companhia.
Cid revela que houve uma cisão familiar nos negócios algum tempo atrás, e a secção do pai, Joaquim Alves, hoje é comandada pela irmã de Cid, Raquel Alves, diretora-executiva. Cid destaca que o desempenho de Raquel no comando corporativo é satisfatório.
O empresário esclarece que se posiciona num estágio um pouco afastado dos negócios da empresa em virtude de presidir a Federação das Associações de Comércio, Indústria, Serviços e Agropecuária do Ceará (FACIC), e também neste momento, de forma interina, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – a Fecomércio Ceará.
Trajetória das Casas Alves: persistência e tino comercial
O presidente da Facic relata que são poucos os empreendimentos comerciais na capital cearense que subsistem ao tempo e que detém 65 anos de existência, como as Casas Alves se manteve ao longo de décadas.
O início se caracteriza na atuação do avô de Cid, Raimundo Alexandre Alves, com um pequeno comércio de artigos para bebês no Centro da Cidade, na rua Pedro Pereira, num espaço de área de menos de 100 m², próximo a uma unidade do antigo Banco do Estado do Ceará (BEC), conhecido antigamente como “BEC dos Peixinhos”, e hoje, uma agência do Bradesco.
Cid enfatiza que o pai, Joaquim Alves, herdou o tino comercial do avô, e no aspecto de expandir os negócios, na primeira investida para comprar um imóvel extra, posteriormente, na mesma rua do banco, Joaquim adquiriu parte do imóvel do equipamento, o qual, tempos depois foi desapropriado para fundar a unidade do BEC.
“E então ele começou a abrir filiais. Abriu outra na Pedro Pereira, depois na Liberato Barroso, número 222, depois alugou, em 1973, um prédio na General Bizerril, em frente aos Correios, era o número 71, e colocou um atacado lá. E o atacado foi crescendo, até que em 1973, ele comprou um prédio na General Bizerril, com três imóveis, nos números 309, 311, e 313. Com isso, a gente diversificou para perfumaria e artigos para cabeleireiros”, frisa Cid.
O empresário ressalta que Joaquim continuou investindo na aquisição de estabelecimentos, absorvendo a compra de um imóvel da Avenida do Imperador, onde atualmente é a matriz das Casas Alves. Em seguida, Cid se transferiu para São Paulo, por volta de 1976, para cursar Administração de Empresas, no mesmo alinhamento de expansão, congregando a criação de uma loja no Sudeste.
O estabelecimento comercial em São Paulo iria ser tocado por Cid, em paralelo ao curso, no entanto, o presidente da Facic salienta que decidiu retornar para Fortaleza, porque o objetivo em São Paulo era a graduação em Administração, e acentua que como não havia uma pessoa de confiança para administrar o ponto comercial paulista, a loja fechou em 1982.
No seu retorno à capital cearense foi onde aconteceu a reviravolta no formato dos negócios das Casas Alves. À época, o pai de Cid alugou o prédio onde está localizado nos dias de hoje a loja matriz da corporação para cursos pré-vestibulares, e Cid solicitou a Joaquim para que retomasse o controle, para instalar uma loja de material de construção.
“E 1984 a gente abriu a loja de material de construção na Av. Imperador. A gente foi evoluindo, crescendo no faturamento, até que em 1991, ele comprou uma fábrica de cerâmica no Crato, e não evoluiu da forma que ele pretendia, na forma que todos nós queríamos. Em outras palavras, ela deu prejuízo, mas em 1995 a gente já era o 10º maior comerciante de material de construção do Brasil, tínhamos ramal comercializando desde a Bahia até o interior do Maranhão”, pontua Cid.
Ceará Mais Conectado: Varejo e Serviço
Os esclarecimentos de Cid Alves foram relatados em entrevista exclusiva ontem à Trends durante a 2ª edição do Ceará Mais Conectado: Varejo e Serviço – Conectar para crescer: instituições e mercado movendo o Ceará, no Coco Bambu Lounge, no Shopping Iguatemi Bosque. O circuito conta com apoio de Patrícia Gomes, da WOW+.
O presidente da Federação das Associações de Jovens Empresários do Ceará (FAJECE), Valdemir Alves, explica que o foco do evento Ceará Mais Conectado é trazer para o debate as temáticas dos setores relevantes do estado.
“Hoje tem grandes lideranças aqui como o Luiz Fernando Bittencourt, futuro presidente da Fecomércio. O Cid Alves que é um ícone no nosso estado, uma liderança no setor de comércio e serviço. A gente sabe que o Ceará tem uma vertente muito forte de comércio, serviço e turismo, que é de fato aquilo que nos favorece. Então desde o primeiro evento do Ceará Mais Conectado, focado no turismo, e agora a viabilidade do comércio e serviço inserido nessa jornada também. Então é entender essas possibilidades e mostrar a capacidade que a gente tem de transformar o nosso estado, porque não me canso de repetir, só o setor produtivo, de fato, vai gerar riqueza”, frisa Valdemir.
Membro da Fajece, Germano Belchior realça que o evento é uma via para fortalecer também a possibilidade de integração com outras localidades do estado além de Fortaleza, como Iguatu, e a região do Cariri. E a previsão, conforme Germano, é fazer outros eventos até o final do ano.

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