FMI: Brasil volta ao Top 10 das maiores economias em 2026

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Brasil deve voltar ao Top 10 das maiores economias em 2026, com PIB de US$ 2,6 trilhões e crescimento de 1,9%, segundo projeções do FMI. (Foto: Yuri Gripas/Reuters)

O Brasil retornará ao grupo das dez maiores economias do mundo em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) analisadas pela Austin Ratings. A atualização consta no relatório Perspectiva Econômica Global e indica crescimento de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no período. Com isso, o país deve alcançar a 10ª posição no ranking global, após ocupar o 11º lugar em 2025.


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O levantamento aponta que o PIB brasileiro deve atingir cerca de US$ 2,6 trilhões em 2026, o que sustenta a retomada no ranking. Para 2027, a Austin Ratings projeta avanço adicional, com o Brasil na 9ª colocação. Enquanto isso, Estados Unidos, China e Alemanha permanecem nas três primeiras posições, repetindo o cenário observado em 2025.

A movimentação do Brasil no ranking ocorre em meio a fatores como a valorização do real e o desempenho mais fraco de outras economias, como o Canadá. Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings, “o real se valorizou. Isso também ajuda a ter um impacto no PIB em dólar. Muito provavelmente, o país vai ter um PIB crescendo em termos nominais em dólares”. Ele acrescenta que a proximidade do Brasil com o décimo lugar facilita a mudança de posição.

Apesar da melhora na projeção para 2026, o crescimento estimado de 1,9% do PIB fica abaixo do resultado registrado em 2025, quando a economia avançou 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, o FMI revisou a expansão para 2%, com redução de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior.

Projeções divergem

O cenário projetado pelo FMI difere das estimativas de instituições brasileiras, o que reflete incertezas externas e internas. O Banco Central (BC) projeta crescimento de 1,6% para 2026, enquanto o Ministério da Fazenda estima expansão de 2,3%. Já o mercado financeiro, segundo o boletim Focus, prevê alta de 1,85% para o mesmo período.

Entre os fatores considerados, o FMI cita impactos indiretos da guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito afetou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, elevando preços de energia e gerando pressão inflacionária. Ainda assim, o Fundo afirma que “a guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”.

O relatório também destaca fundamentos macroeconômicos como reservas internacionais, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira e câmbio flexível, que contribuem para absorver choques externos. No entanto, o crescimento brasileiro segue abaixo das médias projetadas para a América Latina e Caribe, com 2,3% em 2026, e para economias emergentes, estimadas em 3,9%.

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