Carlos Gualter – imagem – é o novo presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Ceará (Sindesp – CE). (Foto: Divulgação)
O novo presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Ceará (Sindesp – CE), Carlos Gualter, disse que a principal meta do respectivo mandato é agilizar a regulamentação do Estatuto da Segurança Privada (Lei 14.967/2024), junto à Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), em Brasília.
Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado
Carlos Gualter tomou posse do Sindesp – CE nesta segunda-feira (16) em cerimônia realizada no Hotel Gran Marquise. Na ocasião, o gestor destacou que a linha de atuação irá direcionar na valorização do profissional da segurança privada, no acompanhamento das transformações tecnológicas do setor, e solidificar o diálogo institucional junto ao poder público.
“Vivemos um período de grandes transformações no setor de segurança privada, as empresas de vigilância patrimonial e transporte de valores desempenham hoje cada vez mais importante na proteção de patrimônios, instituições, sobretudo de vidas. O Ceará vive um momento de crescimento econômico e expansão urbana, mas todo crescimento também traz desafios, e um dos maiores desafios do nosso tempo é justamente a segurança”, elencou o presidente.
O presidente da Fenavist, Jeferson Furlan, esclarece que as tramitações da Lei da Segurança Privada estabeleceram em 2025 a regularização das cláusulas via análise para atuação da Polícia Federal. Jeferson explica que a lei foi aprovada recentemente pelo Ministério da Justiça, atualmente encaminhada à Casa Civil, para posteriormente ser sancionada pelo presidente da república.
“Após a sanção é que a Polícia Federal terá a autorização para fiscalizar as empresas clandestinas, ou empresas irregulares, e os serviços prestados de forma irregular. Eu falei em várias funções e atividades de segurança privada que não estavam regulamentadas, e agora com nova lei, a regulamentação da Polícia Federal, ela vai ter ferramenta para fiscalizar, multar, essas prestadoras de serviços”, realçou Furlan.
O ex-presidente do Sindesp – CE, o empresário Urubatan Estevam Romero, pontuou que a problemática da segurança pública se soluciona na viabilidade da parceria do âmbito público com o setor privado. Urubatan afirma que há no Ceará nos dias de hoje, 2.500 empresas de segurança, e sugere a possibilidade onde cada corporação particular adquira um rádio de comunicação interligado direto com a central de monitoramento aos órgãos de segurança pública.
Urubatan Estevam acredita no mandato de Carlos Gualter, e enfatiza que no período que comandou o Sindesp – CE, foi uma época de revolução administrativa. Estevam salienta que Gualter é um executivo visionário e que sempre projetou junto a ele deliberações ao Sindicato. “Foi por isso que levamos o Ceará para o Brasil, para o mundo. Hoje nós temos na Federação 71 cargos, nove são do Ceará. O Ceará hoje é um estado extremamente importante no cenário brasileiro, e no cenário internacional”, pontua.

O economista Igor Lucena, presente na solenidade de posse da nova diretoria do Sindesp – CE, salientou que na comparação de países de primeiro mundo, a segurança privada assume um papel preponderante no esboço de medidas na área social agregada ao segmento público.
“Nem um país do mundo consegue um alto grau de segurança em excelência, somente com a segurança pública. Existe uma parceria muito grande entre setor público e privado, na prevenção de problemas, e o uso de equipamentos de tecnologia. Então, quando se tem empresas sindicalizadas, se tem uma gestão competente, principalmente uma parceria pública privada, se contribui para que a sociedade fique mais segura”, menciona Igor.
Segundo o especialista, o ambiente da segurança pública, por atuar como setor de serviços, é um gerador de postos de trabalho, em especial o Nordeste e o Ceará. Igor aponta que o Ceará possui 70% da economia no segmento de serviços. “Significa que serviços como esse, de mão de obra específica, de vigilância, de transporte de valores em vigilância eletrônica, eles só não tem uma longa cadeia produtiva, porque eles envolvem indústria e comércio, e no final da ponta, os serviços, e ao mesmo tempo empregam muita gente”, destaca o economista.

Alece celebra 14 anos da Academia Estadual de Segurança Pública em sessão solene nesta segunda
Governo do Estado aprimora políticas públicas em intercâmbio ao Canadá
Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícia