Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,1% no quarto trimestre de 2025 ante o terceiro trimestre, e alcançou o maior nível da série histórica iniciada em 1996. O resultado consolida a atividade econômica em patamar recorde no encerramento de 2025. Pelo lado da demanda, o consumo do governo sustentou o desempenho e também registrou novo pico no período.
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Segundo o IBGE, o consumo do governo impulsionou o PIB no quarto trimestre de 2025, em um contexto de expansão do quadro de servidores em órgãos públicos ao longo do ano anterior. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do instituto, associou o movimento ao ciclo eleitoral de 2026, que envolve eleições locais e federais, além da ampliação de contratações em áreas estratégicas.
O consumo das famílias manteve trajetória próxima do recorde, mas operou 0,1% abaixo do maior nível da série, registrado no segundo trimestre de 2025. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos no cálculo do PIB, permaneceu 12,6% abaixo do pico observado no segundo trimestre de 2013, o que indica distância relevante em relação ao ciclo anterior de expansão.
Sob a ótica da oferta, o setor de serviços levou o PIB ao novo ápice no quarto trimestre de 2025. Por outro lado, a indústria seguiu abaixo do pico histórico, com nível 4,2% inferior ao registrado no terceiro trimestre de 2013. A indústria de transformação concentrou a maior defasagem e operou 15,9% abaixo do auge alcançado no terceiro trimestre de 2008.
A agropecuária registrou desempenho expressivo ao longo de 2025, mas o pico da série histórica permaneceu no primeiro trimestre do ano. De acordo com o IBGE, a sazonalidade das principais safras, como soja e milho, influenciou o comportamento do PIB do setor nos trimestres seguintes.
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