“Tão importante quanto vender e fazer um bom produto é acompanhar a gestão da sua empresa”, relata sócio da Fiplan

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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Os sócios da entidade, Sérgio Trindade e Pedro Galanternick, abordaram pontuações estratégicas em gestão financeira, no restaurante Santa Grelha. (Foto: Hannah Lima)

Um compilado de informações contundentes redimensionadas para a organização financeira empresarial, envolvendo práticas de capital de giro e operacionalização de fluxo de caixa. Foi com esse mote que a Fiplan, empresa especialista em Gestão Estratégica e M&A, realizou nesta quinta-feira (26), no restaurante Santa Grelha, uma apresentação abordando ditames aprofundados da gestão financeira.


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O painel com a temática “Lições Atemporais de Gestão Estratégica em Finanças” abordou disciplina de investimentos, estratégias de contabilidade, mudanças para gerar melhoria na tomada de decisões e participação da gestão administrativa em formato delineado que visa prestação de contas e transparência em números relativos ao mercado.

O economista e sócio da Fiplan, Pedro Galanternick, relata que no começo do desenvolvimento de um empreendimento empresarial é muito comum o executivo iniciante se atentar para o setor comercial e o produto, e não focar no aspecto preponderante que é acompanhar a gestão financeira, no intuito de relativizar a uma adequada longevidade nos negócios.

“No começo de cada empreendimento é muito comum o empresário oferecer uma atenção muito forte para o comercial e a parte do produto. Eu diria que tão importante quanto vender e fazer um bom produto é acompanhar a gestão da sua empresa. Um grande problema é o empresário conseguir entender o que gera fluxo de caixa e o que destrói o fluxo de caixa na empresa dele. Se ele conseguir entender todas as mecânicas, todas as métricas financeiras que fazem com que o fluxo de caixa dele piore ou melhore, ele vai conseguir se destacar num mercado competitivo, como o que a gente tem hoje, e conseguir ultrapassar desafios”, elucida Pedro.

O especialista menciona que a situação econômica do país nos dias de hoje, em virtude das taxas de juros, difunde um momento de capital relativamente caro, o que ele considera que o panorama impacta diretamente nos negócios, o que num primeiro aspecto não incentiva o empreendedorismo.

“Porque investir no banco se está remunerando um valor substancialmente maior que a maioria dos negócios no Brasil. E, segundo, se já tem um negócio, tem-se que comparar a rentabilidade com o que o mercado financeiro entrega hoje. Então eu diria que é desafiador, mas claro todo empreendedor é movido a desafios, e o que o empresário tem que seguir é suplantar esse custo capital brasileiro. Se ele conseguir superar esse custo capital brasileiro, ele obterá sucesso”, alerta.

Indagado sobre a configuração empresarial relacionada ao Nordeste, em especial ao Ceará, o economista afirmou que está animado pelo movimento de negócios implementado no estado e se mostrou “encantado” tanto quanto ao que presenciou no Ceará e na capital, Fortaleza. Pedro destaca que o perfil de todo empresário é o mesmo em qualquer região do país.

“Porque o empresário é esse indivíduo que sabe lidar com situações adversas. Então não importa se ele está em São Paulo, em Pernambuco ou no Ceará, o empresário dá certo quando ele tem um bom modelo de negócio na mão e garra para que aconteça, e isso independe de região, pois depende mais do perfil empresarial, conhecimento e do bom modelo de negócio na mão”, pontua.

Aprovação da expertise do seminário

O presidente do Instituto de Lideranças Empresariais do Ceará (ILECE)Roberto Araújo, esteve presente prestigiando o seminário e, na ocasião, enfatizou que eventos dessa magnitude são de fundamental importância para a gestão financeira das empresas, ao que concerne a aliança entre intercâmbio e expertise.

“Hoje nós ainda temos muitos empresários que não tiveram a formação adequada sobre a perspectiva financeira e de gestão de forma integral. E faz necessário realmente uma formalização de alianças com empresas que possam agregar valor, e dentro dessa perspectiva, nós entendemos que a contabilidade é um meio do processo, não o fim. Há um perfeito elo de estruturas que prestam serviços de contabilidade e a Fiplan que tem um recorte específico na questão financeira”, salienta Roberto.  

Para o sócio fundador da Fiplan, Sérgio Trindade, o empresariado brasileiro possui muitas possibilidades para crescer. No entanto, ressalta que se o executivo nacional se amparasse nos números da empresa, no aspecto de valorizar a contabilidade, integrando sistemas conectados à controladoria e uma gestão financeira estratégica, as probabilidades de êxito seriam imensas.

Sérgio reforça que a atribuição que o agente empresarial tem que se atrelar é no aspecto de anexar aos parâmetros do potencial de geração de caixa operacional de uma empresa, o EBITDA. O gestor analisa que o primeiro passo é apurar o fluxo de caixa partindo da receita, e comercialmente, constatando o resultado das vendas, se efetiva os desdobramentos em relação aos lucros.

“E se pode questionar: de onde é que foi o dinheiro? Está no estoque? Ele comprou muito? E aí o dinheiro fica no estoque? Ele vendeu mal? A área comercial foi mais agressiva? Ele entendeu o prazo de recebimento e consumiu caixa? Então a área financeira, a área de gestão de fluxo de caixa, precisa estar muito alinhada com a área comercial, para que a empresa seja mais saudável e longeva”, acentua Sérgio Trindade.

O empresário e sócio-fundador do Rampup Business, Gabriel Franco, disse que a explanação se conceituou interessante no aspecto de ter abordado pontos fundamentais para agentes que gerenciam ativos empresariais, principalmente na área financeira. Gabriel elencou que os interlocutores presenciaram atributos de noções básicas no segmento, classificando como um mini MBA na área. “Pontos relevantes para trazer ao dia a dia da empresa e fazer a uma rentabilidade maior ao lucro”, frisou.

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