Os critérios: regulamentação energética aprovada; aquisição do comprador da amônia; e determinação de investimentos. (Foto: CIPP)
O presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Max Quintino, afirmou que dos sete pré-contratos firmados para o início das operações envolvendo as tratativas do Hidrogênio Verde, o plano de negociação que se encontra mais avançado é o da Casa dos Ventos.
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De acordo com o gestor, os requisitos que comprovam a sistemática é que a Casa dos Ventos já obteve o parecer de gestão energética acolhido e liberado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Um segundo critério é que a companhia adquiriu um comprador para utilizar a amônia produzida pelo Hidrogênio Verde. O terceiro ponto, conforme Quintino, relaciona que em dezembro deste ano, a Casa dos Ventos já vai tomar a decisão de investimentos, ao que pleiteia não somente o projeto de infraestrutura, mas a aplicação de recursos no empreendimento.
A planta da Casa dos Ventos no Complexo do Pecém equivale a R$ 12 bilhões. As sete empresas pagam mensalmente uma quantia à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) relativo à reserva da área. No geral, se estima no Hub de Hidrogênio Verde o aporte de R$ 66 bilhões, contendo previsão de implantação para o próximo ano, e início das operações em 2029.
Nos dias atuais, o Complexo do Pecém faz integração comercial internacional com estações aduaneiras dos Estados Unidos, em seis portos, na Europa, com predominância na Espanha, conectado a quatro portos, e na China também com quatro terminais alfandegários.
Atualmente, os principais itens de exportação em rotas internacionais são ferro e aço, contabilizando em dados do ano passado, a comercialização de 2.531.592 toneladas. E nas importações, em destaque estão combustíveis e minerais, que assinalaram 3.018.544 toneladas.
Max Quintino ressalta que, no panorama internacional, a parceria estabelecida com a China é uma das mais promissoras, em virtude do transporte de mercadorias se estabelecer de forma mais célere através do Canal do Panamá, no qual, anteriormente, a transação acontecia contornando o continente africano. “Por meio do Canal do Panamá, o primeiro porto que o navio aporta no país é o Pecém, então a redução é significativa, em relação à questão da proximidade e o acesso ao mercado asiático”, explica Quintino.
A modernização nos procedimentos logísticos no gerenciamento de transporte de contêineres de navio para o caminhão de carga em terra, através da plataforma de locomoção, denominada de Portainer, proporcionou a diminuição do tempo de oito minutos para cerca de, no máximo, dois minutos.
De acordo com o presidente da Companhia, nos dias de hoje, o Porto do Pecém é o terminal alfandegário que mais tem rotas de cabotagem no país. Ele aponta que aconteceu um decréscimo pontual no setor no ano passado em relação a 2024, em razão da mudança comercial da siderúrgica ArcelorMittal trocar a compra dos minérios de Carajás para a aquisição do insumo da piauiense Lion Mining.
Segundo Quintino, neste aspecto, o novo tratado permitiu que a produção na siderúrgica se mantivesse no teto da ArcelorMittal. No total, os números da cabotagem em 2024: 11.571.287, e no ano de 2025: 11.317.023. O principal item de exportação é sal e pedras ornamentais. No segmento são sete linhas semanais em conexão com 10 pontos aduaneiros distribuídos no país.
Max Quintino relata que ainda permanece a conexão societária com representantes do Porto de Roterdã, joint venture com 70% de propriedade do Governo do Estado do Ceará e 30% do Porto de Roterdã. Na prática, a parceria estabelece que Roterdã possui acentos na Diretoria e também no conselho gestor, tal qual se pontua como por exemplo na indicação de André Magalhães na direção executiva comercial do Complexo do Pecém.
Segundo o presidente do CIPP, no englobamento administrativo, Roterdã participa das decisões e direcionamentos conduzidos pela companhia, além da consequente conexão comercial com o porto holandês. “É tanto que o André se insere nesse elo nosso com Roterdã. Então Roterdã é um parceiro nosso, tanto na questão portuária, mas também nas discussões das demais propostas. Roterdã tem um papel muito mais próximo dos projetos, como por exemplo a questão do Hidrogênio Verde. Então é basicamente essa relação que a gente mantém, de parceria. Todas as decisões estratégicas da empresa, ela vem para a mesa e Roterdã participa”, reforça Quintino.

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