Projeções da Universidade de Columbia apontam apenas 5% de chance de retorno da La Niña entre março e maio de 2026. (Foto: Envato Elements)
O resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial deve terminar nas próximas semanas, segundo avaliação do MetSul Meteorologia. Desde setembro de 2025, a região central e oriental do Pacífico registra temperaturas abaixo da média, caracterizando o fenômeno climático conhecido como La Niña, que influencia padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.
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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) deve confirmar o encerramento do evento após completar 14 semanas consecutivas de monitoramento, mas especialistas já observam sinais de transição para uma fase neutra.
Entre os dias 12 e 19 de novembro de 2025, a anomalia térmica atingiu -0,8°C e voltou a esse nível em janeiro de 2026, indicando um episódio de intensidade fraca e duração limitada. Os dados mais recentes da NOAA, divulgados na última quarta-feira (28), mostram que a diferença de temperatura no Pacífico Equatorial Central-Leste está em -0,3°C. Esse valor já se encontra dentro da faixa considerada neutra, que varia entre -0,5°C e +0,5°C, e representa o primeiro registro nesse patamar desde 8 de outubro de 2025.
Embora o período de neutralidade observado ainda não seja longo o bastante para confirmar o fim do fenômeno, o aquecimento das camadas mais profundas do oceano sugere que um novo ciclo de resfriamento dificilmente se estabelecerá.
Essa condição intermediária costuma preceder a chegada do El Niño, fenômeno oposto que provoca o aquecimento das águas do Pacífico equatorial e também altera o comportamento climático global. A interação entre oceano e atmosfera determina esses ciclos naturais, que impactam diretamente o volume de chuvas e as temperaturas em regiões como a América do Sul.
Projeções da Universidade de Columbia apontam apenas 5% de chance de retorno da La Niña entre março e maio de 2026, enquanto a probabilidade de neutralidade alcança 88% e a de El Niño fica em 7%. Os números reforçam a tendência de estabilização térmica no Pacífico nos próximos meses, o que pode resultar em padrões climáticos diferenciados para o Brasil e demais países latino-americanos ao longo do primeiro semestre.
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