O montante investido no audiovisual reúne R$ 564 mi em investimentos diretos, R$ 411 mi em financiamentos e R$ 437,8 mi via leis de incentivo. (Foto: Envato Elements)
O investimento público no audiovisual brasileiro somou R$ 1,41 bilhão em 2025, segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), superando o recorde anterior de R$ 1,098 bilhão, registrado em 2023. O volume também representou crescimento de 29% em relação a 2024, em um movimento que reposiciona o setor no fluxo de recursos voltados à economia criativa.
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O montante reúne R$ 564,3 milhões em investimentos diretos, R$ 411 milhões em financiamentos e R$ 437,8 milhões via leis de incentivo, todos operados no âmbito do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O valor aplicado diretamente pelo fundo superou o pico histórico de R$ 522,2 milhões em 2018.
O aumento do investimento no setor refletiu na produção, que alcançou 3.981 obras brasileiras não publicitárias em 2025, segundo a Ancine, um avanço de 4% sobre o recorde de 2024. Desse total, 2,5 mil vieram de produtoras independentes, ante 2.343 no ano anterior, o que elevou o crescimento desse segmento para 6,7%.
Além disso, as políticas de descentralização ampliaram a participação de produtoras das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que registraram 810 obras, alta de 9% sobre 2024. No circuito comercial, a presença de produções brasileiras nas salas de cinema subiu para cerca de 10%, após a retomada da política de cotas de tela em 2024, renovada por decreto em dezembro de 2025.
O avanço do investimento público no audiovisual ocorre após a reestruturação do FSA, que entrou em crise a partir de 2018, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) apontaram um descompasso entre o caixa e as obrigações assumidas, que já somavam R$ 1,13 bilhão em chamadas públicas. O fundo passou a operar com déficit próximo de R$ 200 milhões, o que reduziu o ritmo de liberação de recursos por vários anos.
Desde 2023, o FSA voltou a expandir sua atuação sob novos critérios de controle, reavaliação de contratos e regularização de prestações de contas. Em nota, a Ancine informou que o fundo voltou a operar com lastro financeiro e governança, o que permitiu alcançar novos patamares de aporte no setor sem comprometer a sustentabilidade do sistema.
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