Por que o ouro superou US$ 5.000 pela primeira vez na história?

Por: Redação | Em:
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Prata avança para US$ 109 por onça, acompanhando a alta do ouro, sinalizando uma realocação de recursos diante da volatilidade internacional. (Foto: Envato Elements)

O ouro ultrapassou US$ 5.000 por onça pela primeira vez na história ao alcançar US$ 5.111,07 nesta segunda-feira (26), em um cenário de incerteza política e financeira nos Estados Unidos. A valorização ocorre em um ambiente de maior busca por proteção, enquanto decisões e sinalizações do governo americano afetam a percepção de risco nos mercados globais.


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O movimento também atingiu outros ativos associados à preservação de valor. A prata avançou para US$ 109 por onça, acompanhando o desempenho do ouro, sinalizando uma realocação de recursos diante da volatilidade internacional e das dúvidas sobre a condução da política monetária americana.

A alta do ouro se conecta à pressão do presidente Donald Trump sobre o Federal Reserve (Fed), além de debates envolvendo a política externa dos Estados Unidos, como as discussões sobre a Groenlândia. Ao mesmo tempo, fatores acumulados nos últimos dois anos, entre eles a inflação global elevada e a perda de valor do dólar, sustentaram a trajetória de valorização do metal.

Conflitos internacionais ampliaram esse movimento. As guerras na Ucrânia e em Gaza, assim como a atuação de Washington na Venezuela, elevaram a demanda por ativos de proteção. 

No mercado cambial, o dólar americano recuou após sinais de possível coordenação entre autoridades dos Estados Unidos e do Japão para conter a desvalorização do iene. A moeda japonesa alcançou 153,89 por dólar, seu maior nível desde novembro, enquanto o dólar perdeu força frente ao euro, à libra esterlina, ao won sul-coreano e ao dólar de Singapura.

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