O Data Center prevê R$ 12 bilhões em investimentos iniciais e R$ 3,7 bilhões em novos parques solares e eólicos, com energia 100% renovável. (Fotos: George Lucas/Fiec)
A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) realizou, na última segunda-feira (19), a 1ª Reunião da Diretoria Plena de 2026, reunindo lideranças empresariais na Casa da Indústria para alinhar prioridades do setor produtivo. O encontro, conduzido pelo presidente Ricardo Cavalcante, teve como eixo central os impactos das transições econômica, regulatória e tecnológica sobre a indústria cearense.
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O ponto central da reunião foi o Data Center do Pecém, apresentado por Fábio Feijó, presidente da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e por Wellyson Costa, diretor da Omnia Data Center. O projeto foi tratado como infraestrutura crítica para inserir o Estado na economia do conhecimento, combinando capital humano, conectividade internacional e energia renovável.
O Data Center do Pecém desloca o eixo do desenvolvimento industrial para infraestrutura digital de grande escala. O projeto prevê R$ 12 bilhões em investimentos iniciais e R$ 3,7 bilhões em novos parques solares e eólicos, com energia 100% renovável, podendo ultrapassar R$ 200 bilhões nas fases aprovadas. Haverá novas rotas de cabos submarinos, uma subestação de alta tensão e expansão logística do Complexo do Pecém, além de efeitos diretos sobre emprego, renda e arrecadação no interior do Estado.
A primeira fase já está contratada pela Baidu (controladora do TikTok) no modelo build to suit e soma 200 MW de TI em dois prédios, capacidade equivalente a todo o parque atual de data centers do Brasil. O investimento estimado chega a R$ 50 bilhões, com expectativa de 3,8 mil empregos diretos no pico das obras e cerca de 500 postos diretos na operação.
Empresas de tecnologia ganham infraestrutura de padrão global no Nordeste, com conectividade de fibra submarina de alta capacidade para EUA, Europa, América Latina e África. A indústria cearense ganha oportunidades de fornecimento local, acompanhadas pelo Observatório da Indústria Ceará, e integração maior às cadeias digitais globais.
Segundo a Coluna de Egídio Serpa (Diário do Nordeste), Wellyson Costa convocou “toda a indústria do Ceará a participar, como fornecedora, dessa autêntica ‘casa de máquinas’ da Tecnologia da Informação”.
A coluna também destaca que o projeto só veio ao Ceará porque setor produtivo, governo estadual e governo federal atuaram juntos, em disputa final com Malásia, Noruega, Índia e Finlândia.
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