Crédito privado: tendência aponta para crescimento de investidores em 2026

Mercado Financeiro
Motivos: juros elevados, seletividade bancária, eleições no Brasil e um cenário internacional atravessado por tensões geopolíticas. (Foto: Envato Elements)

A tendência para o aumento de investidores no ambiente do mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) projeta uma escala ascendente em 2026. Os motivos que enquadram o ecossistema reposicionam o crédito privado atrelado à economia real numa alternativa estrutural para investidores e empresas, que se posicionam num ambiente marcado por juros elevados, maior seletividade bancáriaeleições no Brasil e um cenário internacional atravessado por tensões geopolíticas.  


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“Quando o ambiente político e global fica mais volátil, o investidor passa a buscar instrumentos menos dependentes de expectativas de curto prazo. Os FIDCs se conectam diretamente a fluxos reais da economia, como recebíveis e cadeias produtivas que continuam operando independentemente do calendário eleitoral ou do ruído externo. Esse crescimento da base de investidores mostra uma leitura mais técnica sobre risco, previsibilidade e papel do crédito privado no sistema financeiro”, pontua o CEO da MultiplikeVolnei Eyng.

Em 2025, os FIDCs apresentaram avanço de 22,5% no patrimônio líquido, alcançando o volume de R$ 741,1 bilhões, o equivalente a cerca de 7% de toda a indústria do mercado financeiro. No mesmo período, a base de investidores mais que dobrou, com o número de contas saltando de 147,3 mil para 333,7 mil

Ao que concerne o contexto de projeção de investidores profissionais, o crescimento emergiu em 55,2%, alcançando 31,5 mil contas. O número de gestoras de classe de FIDCs também teve ganho real, estabelecendo de 372 para 426, sendo que nos fundos fechados a expansão passou de cerca de três mil para 3,8 mil.

“O crescimento exige disciplina na originação, análise criteriosa de crédito e estruturas bem desenhadas. Governançaqualidade dos lastros e proteção ao cotista são determinantes para sustentar retornos consistentes ao longo do tempo. Em 2026, com juros elevados, eleições e tensões geopolíticas no radar, a diferença entre operações bem estruturadas e aquelas com risco excessivo tende a ficar ainda mais clara”, salienta Volnei Eyng. 

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