Fontes atribuem o “boom” imobiliário do Preá a uma combinação da disponibilidade de infraestrutura com a prática de esportes náuticos. (Foto: Luxury Home Floripa)
Reconhecido entre os cinco melhores destinos do Brasil no Prêmio Globo de Ouro do Turismo 2025, o Ceará vai se mostrando cada vez mais aos turistas com suas regiões diferenciadas. É o caso da Praia do Preá, que vem despertando o interesse de investidores. Nada menos do que Guilherme Benchimol, fundador da XP e referência no mercado financeiro, e o bilionário Júlio Capua, ex-CFO da XP, parceiros de kitesurf e outros esportes, estão apostando na região transformada em canteiro de obras de alto padrão.
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Para quem acompanha de perto a região como apaixonado por kitesurf e por outros esportes como o rally, o engenheiro e empresário George Luís Martins Araújo Filho (foto), da Maroá Curadoria Construtiva, diz que não basta um local bonito por natureza. Ele atribui o “boom” imobiliário do Preá a uma combinação da disponibilidade de infraestrutura, como o aeroporto que encurtou a distância especialmente com São Paulo, com a prática de esportes náuticos. O kitesurf é um deles, que se instalou com força por conta da constância e posição dos ventos e da temperatura das águas.

Sócio do maior clube de kite do mundo, o WindHouse, George diz que a movimentação de praticantes transformou os vilarejos de toda a costa cearense, em especial do Preá, atraindo investimentos em infraestrutura adequada com bons hotéis, restaurantes e hospitais.
O Grupo Carnaúba, por exemplo, é um dos que vem causando impacto não apenas financeiro, mas socioambiental na região. Junto com o reconhecido arquiteto Marcelo Franco, em empreendimentos hoteleiros e residenciais de alto luxo como o Carmel Taíba Exclusive Resort e o Saline Taíba Boutique Beach Hotel, o também atleta do Fortaleza Esporte Clube no Rally diz que “cada vez mais estamos recebendo investimentos nesses hotéis estilo pé na areia, os mais buscados pelos praticantes do kitesurf e de seus acompanhantes”.

As projeções do engenheiro, empresário e esportista apaixonado são de um futuro promissor para o Preá com importantes obras privadas e essenciais projetos públicos em andamento. O resultado, segundo ele, será positivo para quem visita e para a comunidade com o desenvolvimento da região.
Primeiro empreendimento da região que chamou a atenção de um público Classe A vindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Sul do país, a Pousada Rancho do Peixe, onde Adenísia Maia (foto) é sócia-fundadora com o marido Carlo Bonzano, bem traduz o luxo simples que atrai visitantes de alto padrão, apreciadores da natureza e de esportes.

Vento e sol integram a essência da Pousada Rancho do Peixe, fundada há 21 anos, onde ESG não é apenas uma sigla da moda. A sustentabilidade é exercitada nos seus três pilares: econômico, ambiental e social. Com 26 bangalôs, o espaço rodeado de natureza consome energia solar da usina própria, conta com compostagem e coleta seletiva de lixo e tem projetos sociais com a comunidade de modo a preservar a cultura local.

“Falar dessa região é falar de um público diferenciado e do kitesurf com olhar da sustentabilidade e do minimalismo”, afirma Adenísia, também praticamente de kitesurf. Sua preocupação é com a especulação imobiliária e como poderá impactar a vocação do lugar para a simplicidade buscada por hóspedes diferenciados como executivos de grandes empresas e artistas brasileiros e internacionais.
Administradora de formação, a cearense de 49 anos é também corretora imobiliária que atua no nicho de investidores. Depois de ter sido quase vítima de golpe ao buscar um imóvel para morar, percebeu que poderia transformar a experiência em oportunidade e ajudar outras pessoas nesta tarefa, especialmente estrangeiros.
Por ter morado 10 anos na Itália, ter estudado em Londres e na Austrália e por viajar muito para aprender modelos imobiliários de fora, ela se envolve nesta busca. “Quando se vê o mundo é possível antever o que pode acontecer aqui”, diz ela, colocando a Praia do Preá no radar da mais alta elitização de um público que pode pagar diárias de R$ 2,5 mil a R$ 7 mil e que, segundo ela, recebe serviços não oferecidos em nenhum outro lugar do mundo, tais como apoio para sair da praia, preparo, limpeza e transporte da prancha, frutas e toalhas ao deixar as ondas. Para Adenísia, o Preá é um local de turismo de elite, diferente do turismo de massa, como se transformou algumas praias cearenses.
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