Mesmo com algum redirecionamento, o perfil de Brasil e China segue distinto do padrão observado com os EUA. (Foto: Envato Elements)
A corrente de comércio entre Brasil e China encerrou 2025 em US$ 171 bilhões, após alta de 8,2% em relação a 2024, enquanto o volume negociado com os Estados Unidos ficou em US$ 83 bilhões. O resultado, divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), mantém a China como o principal parceiro comercial do país em valor absoluto.
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As exportações brasileiras para a China atingiram US$ 100 bilhões, o segundo maior nível da série iniciada em 1997, com a soja respondendo por pouco mais de um terço do total e crescimento de 10% no ano. Esse desempenho preservou o peso do agronegócio na pauta externa e ampliou a participação chinesa na corrente de comércio do Brasil, que alcançou 27,2% do total, segundo o CEBC.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos em 2025 alteraram os fluxos ao reduzir parte das vendas brasileiras ao mercado americano, o que levou o país a buscar outros destinos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que 22% das exportações do Brasil para os EUA, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sob sobretaxas, enquanto as vendas totais caíram 6,6%, para US$ 37,72 bilhões.
Mesmo com algum redirecionamento, o perfil de Brasil e China segue distinto do padrão observado com os EUA, já que a pauta chinesa se concentra em produtos agrícolas e da indústria extrativa, enquanto cerca de 80% do que vai aos americanos vem da indústria de transformação.
Do lado das compras, as importações brasileiras provenientes da China somaram US$ 70,9 bilhões, alta de 11,5% e novo recorde, com destaque para um navio-plataforma para petróleo, carros elétricos híbridos, fertilizantes, produtos químicos e maior volume de medicamentos e insumos farmacêuticos. A China passou a ocupar o quarto lugar entre os fornecedores do Brasil nesse segmento.
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