A constatação é motivada pelo ritmo acelerado da migração estrutural do crédito no país, com empresas buscando alternativas ao sistema bancário tradicional. (Foto: Envato Elements)
A expectativa para o aumento de aplicações na indústria dos Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) pode suplantar o aporte de R$ 1 trilhão nos primeiros meses de 2026.
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A conjuntura se baseia na verificação do ritmo acelerado da migração estrutural do crédito no país, com mais empresas buscando alternativas ao sistema bancário tradicional e mais investidores ampliando a própria exposição. No ano passado, o patrimônio líquido da indústria ultrapassou R$ 810 bilhões.
Os volumes das FIDCs se distribuem no aspecto via aquisição de ativos de investimentos de renda fixa no qual os cotistas podem, sob a própria disposição, solicitar o resgate dos recursos, ou também, os investidores, numa outra cláusula, adquirem as cotas no regime de resgate ao término do prazo de duração do fundo.
Apesar de nos dias atuais, 76% do crédito nacional ainda circularem dentro dos bancos, estudos recentes da Ouro Preto Investimentos relatam que ocorre uma tendência de redução gradual da concentração. Segundo o levantamento, o mercado de capitais poderá alcançar a participação a 37% até 2029, e ultrapassar o sistema bancário no ano de 2034.
O sócio-gestor da Ouro Preto Investimentos, Leandro Turaça, aponta que o movimento é atrelado ao aumento da demanda por alternativas de financiamento, no que concerne também pela busca de originação especializada e na maior capacidade dos FIDCs de atender empresas de vários tamanhos e segmentos.
Leandro reforça que a combinação entre demanda reprimida por crédito, ambiente regulatório mais claro e capacidade crescente de originação possibilita colocar os FIDCs no centro da expansão do mercado de capitais. “A indústria se tornou mais madura. 2026 deve ser o ano em que o investidor finalmente enxerga os FIDCs como peça estrutural da carteira, não mais como um produto de nicho. O horizonte aponta para escala, governança e diversificação como motores de desempenho”, pontua Turaça.
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