O avanço do Índice de Confiança de Serviços foi sustentado por Serviços Profissionais e pelo segmento de Informação e Comunicação. (Foto: Envato Elements)
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 0,5 ponto entre novembro e dezembro, na série com ajuste sazonal, e alcançou 90,6 pontos, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se da segunda alta consecutiva do indicador, movimento que também aparece na média móvel trimestral, que subiu 0,5 ponto e chegou a 88,9 pontos, sinalizando melhora gradual no ambiente do setor de serviços.
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A leitura por segmentos indica que o avanço do Índice de Confiança de Serviços foi sustentado por Serviços Profissionais e pelo segmento de Informação e Comunicação. Em sentido oposto, o segmento de Famílias manteve trajetória de queda, com recuo mais visível nas expectativas, o que limita uma recuperação mais disseminada do setor no curto prazo.
Mesmo com a melhora recente, as expectativas de serviços mostraram acomodação após dois meses de alta. A avaliação da FGV aponta que o setor reage ao cenário macroeconômico complexo, mas a política monetária restritiva segue como fator de pressão, sobretudo sobre o consumo e sobre a confiança das famílias, o que reduz o espaço para avanços mais consistentes da atividade.
Além disso, os dados de dezembro mostram que o resultado positivo do Índice de Confiança de Serviços decorre exclusivamente da percepção sobre o momento atual. O Índice de Situação Atual de Serviços (ISA-S) subiu 1,9 ponto e chegou a 95,0 pontos, maior nível desde março, enquanto o Índice de Expectativas de Serviços (IE-S) recuou 0,9 ponto, para 86,5 pontos, interrompendo uma sequência de três altas.
Dentro do ISA-S, houve melhora tanto no volume de demanda atual, que avançou 1,5 ponto e atingiu 94,4 pontos, quanto na situação atual dos negócios, que subiu 2,3 pontos e chegou a 95,5 pontos.
Já no IE-S, que reflete a visão sobre os próximos meses, o indicador de demanda prevista para os três meses seguintes cresceu 1,7 ponto, alcançando 86,9 pontos. Em contrapartida, a tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 3,5 pontos, para 86,0 pontos, reforçando a leitura de cautela no horizonte do setor de serviços.
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