A consolidação da Inteligência Artificial como base da economia depende da transformação do avanço tecnológico em estratégia sustentável. (Foto: Envato Elements)
A Inteligência Artificial (IA) ocupa o centro das decisões empresariais na América Latina e deixa de ser ferramenta de apoio para assumir papel estratégico. Estudo global da Linux Foundation, encomendado pela Meta, estima esse mercado em US$ 12,7 bilhões na região, com crescimento anual de 28,1%. A projeção aponta impacto econômico de até US$ 1 trilhão até 2038, dado que orienta conselhos, investidores e executivos na definição de prioridades de longo prazo.
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No Brasil, a adoção da IA segue lógica orientada a resultado e retorno financeiro. Segundo o levantamento, 95% das empresas médias e grandes que implementaram essas soluções já alcançaram retorno sobre investimento positivo ou equilíbrio financeiro. O índice supera mercados considerados maduros e indica conversão rápida da tecnologia em ganho operacional e financeiro para o acionista.
No México, empresas que adotaram Inteligência Artificial registraram aumento médio de 16% na receita, enquanto na Argentina o uso dessas ferramentas se concentra em áreas como atendimento ao cliente e marketing. Os dados indicam padronização regional do uso da tecnologia como vetor de eficiência e crescimento.
A aceitação dos profissionais sustenta essa dinâmica e reduz riscos de implementação. Enquanto 27% dos trabalhadores no mundo se declaram entusiastas da integração da tecnologia, na América Latina esse percentual chega a 56%. Além disso, 85% afirmam estar preparados para utilizar IA generativa no dia a dia, e no Brasil oito em cada dez profissionais relatam ganho direto de produtividade.
O avanço do modelo de código aberto é um dos pilares dessa transformação empresarial. O uso de soluções open source, como o Llama da Meta, reduz custos em até sete vezes em comparação a sistemas proprietários, fator decisivo para pequenas e médias empresas. O Brasil ocupa a quarta posição global em contribuições para projetos abertos, o que indica participação ativa no desenvolvimento tecnológico e não apenas no consumo.
O estudo também sinaliza riscos que exigem resposta coordenada de lideranças públicas e privadas. Cerca de 40% dos empregos na região estão expostos a algum nível de automação, o que coloca a requalificação profissional no centro da agenda. A consolidação da Inteligência Artificial como base da economia regional depende da transformação desse avanço tecnológico em estratégia sustentável de competitividade e geração de valor.
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