Esse é o maior patamar desde dezembro de 2024 e representa o quarto avanço consecutivo da confiança do consumidor no país. (Foto: Envato Elements)
A confiança do consumidor no Brasil avançou em dezembro e alcançou o nível mais alto em um ano, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). O movimento indica melhora nas expectativas das famílias no fim de 2025, mas mantém sinais de cautela quando observada a avaliação sobre a situação atual.
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FGV, subiu 0,4 ponto no mês e chegou a 90,2 pontos. Esse é o maior patamar desde dezembro de 2024, quando o indicador marcou 91,3 pontos, e representa o quarto avanço consecutivo da confiança do consumidor no país.
O resultado foi sustentado principalmente pelo Índice de Expectativas (IE), que avançou 1,4 ponto e atingiu 95,2 pontos. O nível também é o mais elevado desde dezembro de 2024, quando o indicador chegou a 97,6 pontos, mostrando percepção mais favorável sobre os próximos meses.
Por outro lado, a avaliação sobre o presente mostrou perda de fôlego. O Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto em dezembro, para 83,4 pontos, após duas altas seguidas, o que sinaliza limites na recuperação das condições percebidas pelas famílias.
De acordo com Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), a confiança do consumidor tem sido impulsionada sobretudo pelas expectativas, com destaque para os consumidores de menor renda. O mercado de trabalho mais aquecido e o maior poder de compra ajudam a reduzir o pessimismo, mas o nível elevado de endividamento e inadimplência segue pressionando o orçamento das famílias.
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