Mesmo com o dólar em patamar elevado ao longo do ano, as importações avançaram visto que a demanda doméstica voltou a crescer. (Foto: Envato Elements)
A participação de produtos importados no consumo dos brasileiros alcançou 26,7% em 2024, o maior nível da série histórica iniciada há 22 anos. O dado integra estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).
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Mesmo com o dólar em patamar elevado ao longo do ano, as importações avançaram visto que a demanda doméstica voltou a crescer. Em 2003, primeiro ano do levantamento, os importados respondiam por 13,4% do consumo nacional. Em duas décadas, essa fatia dobrou, indicando maior presença de produtos estrangeiros no dia a dia das empresas e dos consumidores.
A China é líder desse movimento. Produtos chineses passaram a representar 9,2% do mercado brasileiro, mais que o dobro do registrado dez anos antes, quando a participação era de 4,3%. O avanço ocorreu em diferentes segmentos, incluindo veículos híbridos e elétricos, vestuário e compras realizadas em plataformas internacionais.
O estudo mostra aumento nas importações de máquinas, equipamentos e aparelhos de informática de origem chinesa, além da forte presença de itens têxteis. O desempenho explica parte do crescimento das importações no período e amplia a pressão competitiva sobre a indústria instalada no país.
Enquanto as importações ganharam participação, as exportações perderam peso na produção industrial. Em 2024, apenas 18,9% da produção foi destinada ao mercado externo, abaixo dos 19,3% registrados em 2023, interrompendo a trajetória de recuperação observada após a pandemia.
A CNI avalia que os números revelam limites estruturais da indústria brasileira para competir tanto no mercado interno quanto no exterior. Segundo a entidade, esses entraves afetam a capacidade de disputar espaço com importações e de ampliar escala em mercados internacionais, especialmente em um cenário de comércio global mais competitivo.
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