A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o aumento das tarifas anunciado pelo México pode atingir exportações, avaliadas em US$ 1,7 bilhão do total enviado pelo Brasil em 2024. A entidade afirma que a projeção é inicial e depende da confirmação sobre ajustes no escopo da medida, porque o impacto final ainda está em análise.
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O Congresso mexicano aprovou tarifas de importação mais altas para 1,4 mil itens de 12 países sem acordos comerciais, entre eles o Brasil e a China, que é o principal afetado. As novas taxas devem vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026 e elevam o custo de entrada desses produtos, e isso amplia o desafio para as exportações brasileiras no mercado mexicano.
O partido da presidente Claudia Sheinbaum controla as duas Casas legislativas e conduziu a aprovação no mesmo dia. O governo mexicano afirma que as tarifas fortalecem a produção interna e ajustam a política industrial, e esse movimento pressiona empresas que dependem das exportações brasileiras.
A CNI defende que o Brasil avance na negociação de um acordo de livre comércio mais amplo com o México, classificado como mercado prioritário para a indústria nacional. A entidade afirma que os acordos bilaterais atuais são insuficientes e podem reduzir a competitividade brasileira neste cenário.
Negociação entre os governos
A entidade orienta que os governos intensifiquem o diálogo para diferenciar ou isentar produtos brasileiros das novas tarifas. A CNI afirma que essa articulação preserva a agenda de modernização da relação econômica entre os países, porque mantém o cronograma de atualização dos instrumentos comerciais.
O tema ainda está em avaliação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Até agora, o governo brasileiro não divulgou posicionamento oficial sobre as tarifas anunciadas pelo México.
*Com informações do IstoÉ Dinheiro.
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