IBGE projeta safra recorde de 345,9 mi de toneladas para 2025

Por: Redação Trends | Em:
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safra de grãos

A estimativa para 2026 apontou total de 335,7 milhões de toneladas e indicou declínio de 3% frente à safra de 2025. (Foto: Envato Elements)

A estimativa de produção de grãos para 2025 alcançou 345,9 milhões de toneladas e indicou avanço de 18,2% frente ao volume de 2024, com acréscimo de 53,2 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou ainda aumento de 0,1% ante outubro, o que adicionou 313,7 mil toneladas à projeção e reforçou a relevância de arroz, milho e soja como motores do ciclo 2025.


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O resultado incorporou crescimento de 3,1% na área a ser colhida, que somou 81,5 milhões de hectares e ampliou em 2,5 milhões de hectares o total utilizado em 2024. A expansão foi influenciada pelos avanços do algodão herbáceo, do arroz em casca e da soja, enquanto o trigo e o feijão registraram retrações e sinalizaram ajustes na composição produtiva do setor.

A análise por produto mostrou elevação de 23,5% na produção de milho, com alta de 12,4% na primeira safra e de 26,2% na segunda. O sorgo avançou 35,4% e o arroz cresceu 18,8%, enquanto o feijão recuou 3% e evidenciou comportamento distinto dentro do conjunto dos grãos. 

A distribuição geográfica refletiu expansão em todas as regiões, com destaque para o Centro-Oeste, que registrou avanço de 23,6% e se manteve como maior polo nacional. O Sul avançou 10,3%, o Sudeste cresceu 19,5% e o Norte subiu 21,9%, enquanto o Nordeste teve aumento de 7,7% e indicou recuperação da capacidade produtiva.

Panorama para 2026

A estimativa para 2026 apontou total de 335,7 milhões de toneladas e indicou declínio de 3% frente à safra de 2025, com redução de 10,2 milhões de toneladas. A queda foi vinculada à menor projeção para o milho, que recuou 6,8%, e ao desempenho mais baixo do arroz, do trigo, do sorgo e do algodão. Apesar disso, a soja manteve a perspectiva de 166 milhões de toneladas e sustentou o peso estratégico dentro da produção de grãos.

A liderança por estados permaneceu concentrada em Mato Grosso, com 32% da produção nacional, seguido por Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Essas unidades responderam por 79,7% do total e reforçaram a concentração da oferta em polos consolidados do agronegócio, com impacto direto sobre logística, armazenagem e planejamento empresarial do setor.

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