A Petrobras incluiu US$ 13 bilhões para iniciativas de descarbonização e biocombustíveis, e o foco está no diesel renovável e no biodiesel. (Foto: Foto: Frazão/Agência Brasil)
A Petrobras aprovou investimentos de US$ 109 bilhões para o ciclo de 2026 a 2030, em reunião do Conselho de Administração, na noite da última quinta-feira (17). O valor ficou 1,8% abaixo do plano anterior e reforça a estratégia de concentrar recursos na expansão da produção, na gestão de custos e na transição energética.
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A companhia informou que US$ 91 bilhões estão alocados na Carteira de Implantação, que reúne projetos com orçamento base aprovado, e US$ 18 bilhões ficarão na Carteira em Avaliação, ainda sujeita à análise financeira. Dentro da Carteira de Implantação, US$ 81 bilhões correspondem ao orçamento base e US$ 10 bilhões dependem de financiabilidade.
O plano também prevê economia de US$ 12 bilhões em gastos operacionais até 2030, e a empresa afirmou que a revisão de custos envolve redução de despesas com plataformas sem produção, ajustes na logística aérea e marítima e postergação de serviços não prioritários. A companhia registrou que a meta representa queda média de 8,5% frente ao plano anterior, então reforça a necessidade de controle financeiro diante do cenário global.
A Petrobras incluiu US$ 13 bilhões para iniciativas de descarbonização e biocombustíveis, e o foco está no diesel renovável, no biodiesel e em novos projetos de energia solar e eólica. A companhia afirmou que essa frente amplia a agenda de transição energética e complementa a estratégia de otimização dos investimentos da Petrobras.
O pré-sal seguirá como principal destino dos recursos, com US$ 69,2 bilhões para exploração e produção entre 2026 e 2030. A empresa citou prioridade para Búzios, Mero e Atapu e acrescentou que novos poços serão perfurados no período. A previsão é alcançar 2,5 milhões de barris/dia em 2026 e 2,7 milhões em 2028.
A companhia também manterá atenção ao gás natural, considerado essencial para a segurança energética do país, e projetou capacidade adicional de 100 milhões de m³/dia até 2026. O portfólio inclui novos terminais de regaseificação e gasodutos.
O documento também registrou o impacto da pandemia nas projeções anteriores e a revisão do preço médio do Brent para US$ 59/barril em 2026. O ajuste reforça, segundo a empresa, a necessidade de disciplina nos custos, enquanto o setor enfrenta expectativas de demanda e preços mais baixos no mercado internacional.
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