Analistas apontam que a valorização do Ibovespa está relacionada ao movimento global de realocação de capitais. (Foto: Envato Elements)
O Ibovespa atingiu nesta quinta-feira (6) o recorde de 154.352 pontos, alta de 0,69%, impulsionado pelo fluxo de investidores estrangeiros e pela expectativa de redução dos juros nos Estados Unidos. O índice segue em alta mesmo com as bolsas de Nova York em queda e após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano, maior patamar em duas décadas.
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O comitê manteve a taxa básica de juros pela terceira vez consecutiva e indicou que ela deve permanecer elevada por um período prolongado. A decisão frustrou parte do mercado, que aguardava sinais de início do ciclo de cortes. Ainda assim, o Ibovespa mantém desempenho positivo, sustentado pelo interesse estrangeiro em ações brasileiras consideradas descontadas.
Analistas apontam que a valorização do Ibovespa está relacionada ao movimento global de realocação de capitais diante da expectativa de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, previsto para setembro. O fluxo estrangeiro segue forte, o que reforça o desempenho do índice mesmo diante de incertezas fiscais e políticas internas.
Entre as empresas listadas, a Axia (antiga Eletrobras) registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,176 bilhões, queda de 68% em um ano, enquanto a Minerva teve alta de 27,6%, somando R$ 120 milhões.
As ações da Petrobras avançaram antes da divulgação do balanço, mesmo com a queda de 0,65% do minério de ferro e recuo de siderúrgicas. Às 11h30, o Ibovespa subia 0,30%, aos 153.760 pontos, consolidando o Brasil entre os principais mercados emergentes.
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