Desde o fim de junho, a Selic permanece no mesmo patamar, o mais alto desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, decisão unânime que repete o movimento das duas reuniões anteriores. O Banco Central destacou que o cenário global ainda impõe cautela, especialmente diante da política econômica dos Estados Unidos e das tensões geopolíticas.
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O comunicado oficial reforça que o ambiente externo continua incerto e exige prudência dos países emergentes para preservar a estabilidade financeira. A decisão do Copom já era esperada pelos analistas, que projetam início do ciclo de corte dos juros apenas em janeiro de 2026.
Desde o fim de junho, a Selic permanece no mesmo patamar, o mais alto desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. O Banco Central indicou que pretende manter a taxa elevada por um período prolongado, enquanto acompanha o impacto das tarifas impostas pelos EUA e a evolução da política fiscal doméstica.
Em nota, o Copom afirmou que monitora o efeito das medidas econômicas internas sobre os ativos financeiros e a política monetária. “O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, informou o texto.
A posição do Copom contrasta com a defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pressiona por redução dos juros para reaquecer a economia. O comitê, formado pelo presidente do Banco Central e oito diretores, conta agora com maioria indicada pelo presidente Lula. A próxima reunião está marcada para 9 e 10 de dezembro, quando deve ser mantida a mesma taxa até o início de 2026.
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