Desde sua criação, em 2020, o Drex contou com grandes bancos, fintechs e empresas de tecnologia nas fases de teste. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O Banco Central (BC) decidiu encerrar o uso da tecnologia blockchain no Drex, moeda digital do Brasil, em desenvolvimento desde 2020. A decisão foi comunicada a instituições parceiras na última terça-feira (4) e interrompe temporariamente a principal iniciativa de digitalização do sistema financeiro brasileiro.
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Fontes que participaram da reunião afirmam que a estrutura usada no Drex, baseada na Ethereum Virtual Machine (EVM) e no Hyperledger Besu, foi avaliada como insegura e cara. O modelo técnico não se ajustou aos padrões do Banco Central e exigirá revisão completa. O novo desenho deve priorizar a definição de objetivos de negócio antes da escolha de uma nova tecnologia, indicando que o foco passa a ser estratégico, e não apenas técnico.
Desde sua criação, o Drex contou com grandes bancos, fintechs e empresas de tecnologia nas fases de teste. Participaram instituições como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, BTG Pactual, Caixa, Inter e Nubank, além de cooperativas como Sicoob e Sicredi. Também estiveram envolvidos Microsoft, Google, AWS, Visa, Mastercard, B3 e XP. A terceira fase, que antecederia a operação oficial, segue indefinida após a decisão.
Mesmo com a pausa no Drex, o movimento de tokenização e de stablecoins avança no país. Cerca de 90% das moedas digitais em circulação no Brasil estão nesse formato, segundo levantamento do setor.
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também lançou uma nova iniciativa para digitalização de ativos. O entendimento entre especialistas é que o Banco Central deve redefinir o modelo do Drex, priorizando as demandas do mercado antes de retomar a construção da moeda digital.
*Com informações do portal Forbes
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