Frutas tais quais morango, mirtilo, fambroesa e amora preta. Empresa norte-americana irá atuar no procedimento genético. (Foto: Envato Elements)
O agronegócio cearense almeja avançar no manejo e produção do cultivo genético de espécies frutíferas relacionadas ao morango, mirtilo, framboesa e amora preta, as chamadas frutas silvestres. Um memorando de entendimento foi assinado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE) e a empresa americana especializada na logística de lavouras no conjunto das frutas, a Emcocal.
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A princípio, os procedimentos agrícolas serão implantados na Serra da Ibiapaba, o qual conforme a SDE, a iniciativa visa fornecer valor agregado. O governo do estado executará o trabalho de difusão de tecnologia em relação às variedades mais produtivas, além de acompanhar os experimentos e realizar a interlocução com os agricultores locais para a implementação das culturas.
A Emcocal administra a implementação genética das frutas no Ceará. A organização se notabiliza pelo desenvolvimento da melhoria genética, em especial do morango. Na intermediação com o Ceará, os testes serão direcionados para o Morango Branco e numa variedade específica de Mirtilo.
O secretário executivo do Agronegócio da SDE, Silvio Carlos Ribeiro, reforça que inicialmente a implantação ocorrerá na Serra da Ibiapaba. No entanto, posteriormente, testes serão realizados na região do Cariri e em outras localidades do Ceará. “Com a gama de produtos que a empresa tem, ela permite isso, que possamos fazer testes em vários locais para ver a adaptação dessas variedades. É um trabalho em parceria com a empresa, mas também que vai envolver muito instituições acadêmicas e pesquisas”, evidencia Silvio Carlos.
A parceria surge após a constatação do potencial de produção de morango e mirtilo na Espanha, após visita de entes do Governo do Estado a região de Elva, e a respectiva atuação pela Emcocal. Silvio Carlos destaca que a configuração implantada no estado irá acrescentar a valorização agrícola no Ceará. “A expectativa é que a iniciativa, ao envolver instituições acadêmicas e de pesquisa, promova a inovação e o desenvolvimento de culturas de alto valor agregado no agronegócio cearense”, frisa o secretário.
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