O movimento de integração iniciou em dezembro de 2024, com a parceria entre os Portos do Pecém, Roterdã e Duisport. (Foto: Reprodução/CIPP)
O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) formalizou um acordo com o Porto de Rostock, na Alemanha, para avançar na criação do Corredor Verde de Hidrogênio entre o Brasil e a Europa. O memorando de entendimento tem validade inicial de dois anos e busca impulsionar o intercâmbio de energia sustentável e produtos de baixo carbono.
Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado
De acordo com Max Quintino, presidente do CIPP, o acordo é um movimento estratégico para consolidar o Pecém como um “hub global de energia verde”, fortalecendo a posição da empresa não apenas como polo industrial e logístico do Nordeste, mas também como protagonista mundial na transição energética.
“A parceria abre oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e social para o Ceará e para o Brasil.”
Max Quintino, presidente do CIPP
Com a adesão de Rostock, o Corredor Verde amplia seu alcance para o norte da Alemanha e países do Mar Báltico, como Dinamarca, Finlândia e Polônia. A iniciativa fortalece a rota de exportação de energia limpa e conecta a produção brasileira aos mercados consumidores europeus.
“Essa nova rota irá conectar a produção, transporte e consumo de energia limpa, reforçando o papel do Pecém como hub global de energia verde e fortalecendo as cadeias sustentáveis entre o Brasil e a Europa”, acrescenta André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém.
Autoridades alemãs destacam o potencial do projeto para consolidar parcerias energéticas duradouras entre América do Sul e Europa. “Rostock é um dos futuros portos de energia verde na Alemanha. Juntos, podemos garantir que a transição energética não pare nas fronteiras, mas seja pensada internacionalmente”, afirma Jochen Schulte, secretário de Estado da Mecklenburg-Western Pomerania.
Para Gernot Tesch, diretor-executivo do porto alemão, o acordo abre caminho para ampliar a produção e importação de hidrogênio verde e posiciona Rostock como elo estratégico da transição energética global.
O movimento de integração iniciou em dezembro de 2024, com a parceria entre Pecém, Roterdã e Duisport. A cooperação prevê o transporte de amônia verde, e-metanol e outros combustíveis alternativos voltados à descarbonização e à segurança energética europeia.
Complexo Logístico deve reforçar papel do Ceará como hub de inovação e distribuição
Economia cearense ganha R$ 395 mi em novos investimentos