A cerimônia oficial ocorrerá em 10 de dezembro, data que marca a morte de Alfred Nobel (1833–1896), criador da premiação. (Foto: Reprodução/The Nobel Prize)
Pesquisadores americanos John Clarke, Michel Devoret e John Martinis receberam nesta terça-feira (7) o Prêmio Nobel de Física de 2025, segundo a Academia Sueca. O reconhecimento destaca os experimentos que abriram caminho para a evolução da tecnologia quântica, com impacto direto em computadores e sensores de nova geração.
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Os cientistas foram premiados pela descoberta do “tunelamento mecânico quântico macroscópico e da quantização de energia em um circuito elétrico”. O feito ocorreu na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos anos 1980, por meio de circuitos construídos com supercondutores, capazes de conduzir eletricidade sem resistência.
A mecânica quântica explica fenômenos como o tunelamento, em que uma partícula atravessa uma barreira sem energia suficiente para ultrapassá-la. Os experimentos do trio demonstraram que esse comportamento também pode ser observado em escala macroscópica, transformando a compreensão sobre sistemas eletrônicos.
O comitê do Nobel destacou que a mecânica quântica está presente em praticamente todas as tecnologias modernas, sustentando desde telefones celulares e câmeras digitais até sistemas de fibra óptica, fundamentais para as comunicações globais.
As descobertas reforçam o papel da física quântica como base de inovações que moldam o mundo atual. Transistores de microchips e a própria evolução dos smartphones derivam de princípios desenvolvidos a partir desses estudos. Junto da Teoria da Relatividade, a física quântica sustenta os pilares da ciência moderna e continua orientando avanços tecnológicos e industriais.
Na última segunda-feira (6), outro trio – dois americanos e um japonês – recebeu o Nobel de Medicina por pesquisas sobre o sistema imunológico, que impulsionaram terapias contra o câncer e doenças autoimunes. A sequência de prêmios segue com Química (8), Literatura (9), Paz (10) e Economia (13).
Cada laureado receberá 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões), além da medalha e do diploma. A cerimônia oficial ocorrerá em 10 de dezembro, data que marca a morte de Alfred Nobel (1833–1896), criador da premiação.
O Brasil nunca conquistou um Nobel, embora nomes nacionais já tenham figurado em listas de apostas. Em 2024, o prêmio de Física foi entregue a John Hopfield e Geoffrey Hinton, pioneiros em redes neurais e inteligência artificial.
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