O volume de gastos com viagens no país atingiu R$ 22,8 bilhões em 2024, alta de 11,7% frente a 2023, quando o total foi de R$ 20,4 bilhões. O dado, da PNAD Contínua, mostra estabilidade no número de deslocamentos — 20,6 milhões de viagens —, mas aumento no valor desembolsado, o que indica encarecimento dos pacotes ou preferência por viagens mais longas.
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A Região Sudeste concentrou o maior montante, com R$ 8,7 bilhões em gastos, seguida do Nordeste, com R$ 7,4 bilhões, e do Sul, com R$ 4,1 bilhões. Já o Centro-Oeste e o Norte tiveram os menores volumes financeiros, de R$ 1,7 bilhão e R$ 978 milhões, respectivamente.
Entre os destinos, Alagoas liderou o gasto médio por viagem, com R$ 3.790, enquanto o Distrito Federal apresentou o maior valor médio de origem, com R$ 3.090.
Perfil dos viajantes e motivos das viagens
Entre os 77,8 milhões de domicílios estimados no país, 15 milhões (19,3%) registraram ao menos uma viagem em 2024, proporção próxima à de 2023. A maioria das viagens teve finalidade pessoal (85,5%), sendo lazer o principal motivo (39,8%), seguido de visitas a familiares e amigos (32,2%).
Os deslocamentos continuam mais frequentes entre famílias com renda de 1 a 2 salários mínimos, e a casa de parentes ou amigos segue como principal forma de hospedagem.
Alta e retomada do setor
Mesmo com estabilidade no volume de viagens, o aumento nos gastos turísticos reflete a inflação dos serviços, o avanço do setor e a preferência por destinos nacionais de maior custo.
As viagens com destino ao Nordeste registraram o maior gasto médio, de R$ 2.523, seguidas por Sul (R$ 1.943) e Centro-Oeste (R$ 1.704). A tendência reforça o papel do turismo como componente importante na recuperação econômica e na geração de receita regional.
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