O mês começou e terminou com o tarifaço dos EUA em vigor, e as exportações brasileiras para o país caíram 20,3% em relação a 2024. (Foto: Envato Elements)
A balança comercial do Brasil atingiu superávit de US$ 2,99 bilhões em setembro, com exportações de US$ 30,531 bilhões e importações de US$ 27,541 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Foi o maior valor exportado para um mês de setembro na série histórica.
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O mês começou e terminou com o tarifaço dos Estados Unidos (EUA) em vigor, e as exportações brasileiras para o país caíram 20,3% em relação a 2024. A taxa de 50% sobre produtos brasileiros, imposta por Donald Trump em 6 de agosto, provocou queda inicial de 18,5% nas vendas ao país.
Ásia:
América do Sul:
União Europeia:
O agronegócio cresceu 18,0% em relação a setembro de 2024, alcançando US$ 6,7 bilhões e aumentando sua participação no total exportado de 20,0% para 22,0%. A carne bovina avançou 55,6% (US$ 0,63 bi), o milho subiu 22,5% (US$ 0,28 bi) e a soja registrou alta de 20,2% (US$ 0,52 bi).
Fora da agropecuária, os veículos automóveis de passageiros tiveram crescimento de 50,0%, adicionando US$ 0,23 bilhão à balança comercial, mostrando recuperação do setor industrial em setembro.
As importações cresceram 17,7% em relação a 2024, com destaque para “Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes”, que subiram 14.669,5%, passando de US$ 16 milhões para US$ 2,375 bilhões. O aumento se deve à compra de uma plataforma de petróleo de Singapura por empresa brasileira.
Mesmo com aumento expressivo nas importações, o resultado da balança comercial manteve-se positivo devido ao recorde de exportações.
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