No horizonte mais longo, a projeção para a inflação de 2026 foi ajustada de 4,29% para 4,28%, e a de 2027 permaneceu em 3,90%. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
As estimativas do Banco Central (BC) no Boletim Focus apontaram revisão para baixo da inflação e do câmbio em 2025. A mediana para o IPCA recuou de 4,83% para 4,81%, enquanto a previsão para o dólar caiu de R$ 5,50 para R$ 5,48, refletindo expectativas de menor pressão de preços e estabilidade no mercado de moeda.
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A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,16%, sem alteração em relação à semana anterior, o que indica percepção de crescimento moderado da economia. Já a taxa Selic permaneceu em 15% pela décima quarta semana consecutiva, sinalizando que os analistas ainda não veem espaço para cortes no curto prazo.
No horizonte mais longo, a projeção para a inflação de 2026 foi ajustada de 4,29% para 4,28%, e a de 2027 permaneceu em 3,90%. Para 2028, a expectativa continua em 3,70%. Os preços administrados dentro do IPCA em 2025 subiram de 4,75% para 4,77%, reforçando a pressão vinda de tarifas reguladas.
As estimativas para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) mostraram queda em 2025, passando de 1,09% para 1,02%. Já para 2026, houve alta de 4,18% para 4,20%, e para 2027 a previsão ficou em 4%. Em 2028, a projeção avançou de 3,96% para 4%, mostrando estabilidade nos índices de preços de médio prazo.
No campo do câmbio, a expectativa para 2026 passou de R$ 5,60 para R$ 5,58, enquanto para 2027 houve leve elevação, de R$ 5,60 para R$ 5,65. Em 2028, a projeção subiu de R$ 5,54 para R$ 5,56, apontando perspectiva de moeda mais cara no longo prazo.
A projeção para a taxa básica de juros em 2026 ficou em 12,25%, em 2027 permaneceu em 10,50% e em 2028 foi mantida em 10% há 40 semanas. O cenário reforça a leitura de que a política monetária seguirá restritiva, com cortes graduais no médio prazo.
Para o PIB, a mediana das projeções para 2026 foi de 1,80% e para 2027, de 1,90%. Já em 2028, o indicador permaneceu em 2% por 81 semanas consecutivas. As estimativas de crescimento seguem abaixo do ritmo desejado para sustentar maior dinamismo econômico.
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