Ceará deve exportar até US$ 160 milhões em minerais, aponta presidente do Simagran

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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O presidente do Simagran, Carlos Rubens Alencar (imagem), destaca a possibilidade do estado triplicar a comercialização no mercado interno. (Foto: Laura Guerreiro)

A previsão estabelecida pelo presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran), Carlos Rubens Alencar, é que o estado do Ceará exporte até o final do ano, um valor estimado de 150 a 160 milhões de dólares em minerais comercializados, valor que se aproxima no câmbio comercial, a cerca de R$ 800 milhões. Rubens aponta que, no comparativo das tramitações de negociações no mercado interno dos minerais cearenses, por exemplo entre estados, as cifras podem chegar ao triplo da quantidade que é vendida para o exterior.   


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“É uma atividade muito importante para a economia cearense, que emprega 20 mil pessoas com carteira assinada, mão de obra essa que tem um nível de qualificação importante, não é qualquer mão de obra, é uma mão de obra que às vezes lida com algum tipo de equipamento específico, que precisa ter uma melhor capacitação. E isso é muito importante para a distribuição de renda no interior do Ceará, porque há uma peculiaridade muito importante na mineração, é a rigidez locacional”, ressalta CarlosRubens Alencar.

De acordo com o presidente da Simagran, os principais polos em desenvolvimento de bens minerais do estado se localizam em UruocaMorrinhos e Santana do Acaraú, e que segundo ele, dois municípios estão em iminente estágio de apresentar potenciais de crescimento nos próximos 20 anos, que são as cidades de Granja e Viçosa do Ceará.

“Quem está puxando o setor são as rochas minerais e sobretudo o quartzito, que é um produto utilizado no piso de revestimento, que são as rochas mais desejadas do mundo, hoje em dia, são essas rochas produzidas no noroeste do Ceará. Nós temos ainda calcários, temos minérios de ferromanganêsmagnésio, tem gesso, nós temos vários outros minerais que estão precisando se desenvolver, e um elevado potencial em minerais estratégicos, que são os minerais importantes para o crescimento da humanidade”, salienta Carlos Rubens.

Ceará é o 4º colocado em investimentos minerais

Levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) mostra que, através da disponibilidade de recursos privados para o setor até 2029, sejam aportados cerca de US$ 69 bilhões em pilares minerais ao redor do país, e no ranking geral da aplicação de recursos, o Ceará se situa na 4ª colocação, atrás, respectivamente, em primeiro, Minas Gerais (1º), Pará (2º) e Bahia (3º).

Para o diretor de Assuntos Minerários da entidade, Júlio César Nery Ferreira, o setor equivale a 30% do saldo comercial da balança comercial brasileira, que atualmente gera 250 mil postos de trabalho no país. “É um setor bastante importante para o país e que demanda um pouco mais de atenção para que a gente possa ir além da nossa situação atual e para que possamos avançar no setor de mineração do Brasil. Temos um potencial geológico muito grande, e temos que aproveitá-lo”, analisa.

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (11), no 5º Encontro Estadual de Mineração e no 1º Seminário de Minerais Estratégicos do Ceará, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). Na ocasião, o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, enfatizou o engajamento setorial com a participação de cinco sindicatos relacionados.

“Além do mais, a gente interliga mais uns 20 setores. Então hoje, dentro de toda a indústria tem mineração e a importância nossa aqui é exatamente mostrar para a sociedade a necessidade da mineração no dia a dia do ser humano. Tudo tem mineração, tudo que a gente trabalha vem da mineração, e a gente leva à sociedade a importância de precisar ter a mineração perto, porque quanto mais distante fica a mineração, maior o custo”, explica Ricardo Cavalcante.

O secretário de Infraestrutura do Estado, Hélio Winston Leitão, destacou a importância do evento realizado na FIEC, porque proporciona à pasta discutir políticas públicas e estreitar parceria com a cadeia produtiva. “Como o presidente Ricardo Cavalcante colocou muito bem em sua fala de apresentação, o estado do Ceará está sendo beneficiado, contemplado com a energia que nós temos, mas temos muitos desafios pela frente, inclusive com linhas de transmissão. Temos um governo, temos a cadeia produtiva, temos a sociedade civil que está em sintonia para enfrentarmos todos os desafios e crescermos cada vez mais”, frisou.

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