O avanço em bioenergia deve gerar empregos e oferecer novas oportunidades de investimento em energia sustentável. (Foto: Freepik)
O Brasil tem potencial para receber R$ 1 trilhão em investimentos até 2035 com o avanço da bioenergia, segundo Carlos Cogo, fundador da Cogo Inteligência em Agronegócio. Durante o 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, ele destacou que o país possui vantagem estratégica em relação a outros mercados, porque não há concorrentes com área suficiente para produzir alimentos e energia limpa simultaneamente.
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Segundo Cogo, a aposta em bioenergia reforça a transformação do agronegócio brasileiro, que já se consolidou em cadeias globais como soja, milho e algodão, e representa uma oportunidade de diversificação para enfrentar tensões comerciais internacionais e ampliar a competitividade global.
“A bioenergia é a chave. O Brasil pode atrair R$ 1 trilhão em investimentos até 2035 com o avanço do diesel verde, do SAF e do biodiesel. Seremos exportadores de energia limpa, porque outros países não têm área sequer para produzir seus alimentos.”
Carlos Cogo, fundador da Cogo Inteligência em Agronegócio
O setor agrícola brasileiro tem mostrado crescimento consistente: a soja saltou de 20 milhões de toneladas em 2000 para mais de 100 milhões em 2024, com participação no comércio mundial passando de 30% para 56%. O milho e o algodão também registraram aumento expressivo de produção e produtividade, consolidando o país como exportador de referência.
Além de aumentar a capacidade de exportação, o avanço em bioenergia deve gerar empregos, fortalecer a indústria de fertilizantes e oferecer novas oportunidades de investimento em energia sustentável. Para Cogo, a integração entre produção agrícola e combustíveis renováveis posiciona o Brasil como líder em energia limpa e garante espaço estratégico em mercados internacionais até 2035.
*Com informações da Forbes
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