Constatação aponta que 35,4% de mulheres integram representação profissional no mercado de capitais, segundo levantamento realizado na segunda edição da pesquisa Diversidade e Inclusão no Mercado de Capitais, iniciativa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Na análise efetuada pela entidade, o grau hierárquico mostra que na ocupação de cargos de gerência, as mulheres se situam próximas ao equilíbrio de gênero, contabilizando neste critério, 55,5% de homens e 42,9%, mulheres. No que refere ao ângulo de posições de CEOs, a abordagem apresenta relevância baixa, com 5,4% de mulheres no cargo. A pesquisa foi realizada com 154 instituições associadas ao órgão coletor dos dados.

As informações serão inseridas na agenda da instituição para integrar tarefas de fomento a práticas prioritárias de diversidade no setor. Os apontamentos revelam que o segmento se mostra mais apto ao mapeamento de condutas relacionadas com o tema ao que se foi pesquisado em 2022. O levantamento mapeou iniciativas práticas, grau de maturidade e principais desafios.
“São informações inéditas e necessárias para o avanço da agenda de diversidade e inclusão. Dados transparentes e confiáveis são a base para construir iniciativas concretas. Ter tantas instituições com essas informações estruturadas e dispostas a dar transparência sobre os números mostra que o mercado está engajado na pauta”, enfatiza o superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, Marcelo Billi.
Avaliando a conjuntura geral nos ambientes de trabalho, nos bancos, as mulheres ingressam com 43,4%, e nas corretoras e distribuidoras, contabilizam 40,9%. Em outras áreas de atuação, que viabilizem outras ramificações, as mulheres são maioria, com 52,6%. “O engajamento das instituições participantes da pesquisa aumentou muito nos últimos anos. É só notar como cresceu o número de respondentes à nossa pesquisa e a participação das instituições na rede. O desafio adicional do segmento é que estamos falando de empresas pequenas e médias, com equipes e rotatividade menores”, esclarece Marcelo.
O parâmetro estimado registra que há uma busca dimensionada para alcançar a equidade de gênero, com a contratação de mulheres em 45%, no comparativo, os afrodescendentes em 31%, pessoas com deficiência (28%), seguidas de vagas para multigerações (24%) e LGBTQIA+ (14%).
“As mulheres são o público-alvo mais priorizado nas práticas de inclusão, seguidas por pessoas pretas e pardas. Essa intencionalidade reflete a postura das casas em atuar para ampliar a representação desses públicos nas equipes, alcançando um patamar mais próximo do que representam na sociedade brasileira”, ressalta Marcelo.
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