O futuro da liderança corporativa feminina é hoje

Por: Redação | Em:
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Os dados evidenciam para o crescimento do número de mulheres que comandam negócios, porém avanços precisam ser realizados. (Foto: Envato Elements)

Um estudo sob o aval do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2024, o número de mulheres que estão liderando os próprios negócios atingiu a marca de 10,4 milhões de empreendedoras. A estatística representa 42% a mais de empresárias, superando o que foi registrado em 2012.


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Para a mentora, investidora e empresária Alexandra Casoni, a expressão “o futuro é feminino” se conectou ao marketing mundial, às marcas e às diversas interpretações. No entanto, ela considera que o termo ainda estipula estereótipos.

“Enquanto compreendo e participo da luta pela equidade de gênero no meu dia a dia, percebo com cada vez mais clareza que o futuro das mulheres já está no hoje, na mulher que se autolidera de forma eficaz e que produz uma potência fundamental para o desenvolvimento não só de negócios mais prósperos e humanos, mas mais eficientes, cooperativos e responsáveis com a integralidade dos indivíduos”, enfatiza Alexandra.

A empresária avalia que o perfil masculino que capitaneava os negócios se associava à imagem de um homem branco, rico e de meia-idade trajando um terno, sentado numa mesa imponente e num lugar inacessível para os respectivos colaboradores. Alexandra ressalta que nos dias atuais, a mulher ocupa o espaço de poder com empatia, inspiração, resiliência e habilidades emocionais.

“Tudo isso atrelado a um profundo conhecimento técnico da própria área. Mulheres líderes são forças colaborativas focadas na capacitação de suas equipes, motivando-as a atingir limites cada vez mais altos, pois promovem o ambiente necessário para que novas ideias sejam gestadas e habilidades únicas sejam desenvolvidas, criando assim uma rede viva onde todos são motivados a crescerem”, realça a mentora. 

Ela pontua que, segundo dados do IBGE, apesar do crescimento estabelecido, apenas cerca de 39% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, mesmo elas sendo mais escolarizadas e estejam com o gênero em maior número no país em relação aos homens. 

“Culturalmente falando, conhecemos as barreiras impostas por papéis e funções delimitadas de gênero, tanto na esfera pública quanto na esfera privada. São entraves ainda presentes desde a forma de educar meninas, nas entrevistas de emprego, maior sobrecarga nos afazeres domésticos, maternidade e no trabalho de cuidado aos parentes idosos, ou menos promoções disponíveis dentro das empresas. Essas são realidades conhecidas e que necessitam de mudanças, mas, muitas vezes, são as próprias mulheres quem travam suas jornadas até o sucesso pleno”, explica Alexandra.

A analista destaca que para a mulher se tornar a liderança feminina ideal para os anseios do mercado, é preciso manter um equilíbrio saudável entre as perspectivas pessoais, no caso, exemplifica como a maternidade (caso exista) e as responsabilidades profissionais. “Priorizar a própria saúde e o autocuidado, delegando funções, projetos e tarefas secundárias é primordial para que possa concentrar suas energias naquilo que de fato é vital e evitar travas desnecessárias. Estimular um ‘mindset’ perseverante, que sabe lidar com imprevistos e reorganizar a rota quando necessário, faz a mulher encontrar novos caminhos até alcançar o que cada uma define como sucesso”, elucida. 

Mentora, investidora e empresária Alexandra Casoni

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