Na imagem, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldéz Góes, e o vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento da República Popular da China, Wang Changlin, após assinatura do memorando, instituindo os acordos. (Foto: Alexandre Costa)
No objetivo de acionar conexões de cooperação econômica, logística e tecnológica, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldéz Góes, assinou nesta segunda-feira (11), juntamente com o vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento da República Popular da China, Wang Changlin, um memorando de entendimento que estabelece novas diretrizes de pactuação política desenvolvimentista entre as duas nações.
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O documento pontua que o foco da integração sino-brasileira é fortalecer a atuação dos governos locais e fomentar a melhoria da qualidade de vida da população, no sentido de formalizar projetos direcionados à redução das desigualdades territoriais.
“O Brasil e a China compartilham desafios e oportunidades semelhantes no enfrentamento às desigualdades territoriais e na promoção de um crescimento mais equilibrado entre diferentes regiões. Neste contexto, a cooperação bilateral representa uma oportunidade estratégica para o intercâmbio de experiências, conhecimentos técnicos e boas práticas em políticas públicas voltadas à inclusão territorial e à redução de desigualdades”, menciona o ministro brasileiro.
As áreas prioritárias se subscrevem no fortalecimento da cooperação subnacional, o incentivo a práticas de inovação regional, a otimização da distribuição de atividades produtivas, a governança ecológica de biomas e bacias hidrográficas, e a realização de seminários Brasil-China sobre políticas regionais. O acordo prevê, ainda, a promoção de estudos de caso, visitas técnicas e capacitações conjuntas envolvendo localidades representativas para compartilhamento de experiências e soluções inovadoras.
A formação conjunta representa progressos na construção de uma agenda internacional visando os próximos 50 anos de relações diplomáticas no que concerne os dois países. A conjugação alia a Casa Civil da Presidência da República e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) no direcionamento da criação de elos integrando a chinesa Cinturão e Rota, e programas brasileiros, como o Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana.
Para o vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, o país asiático é um firme defensor do multilateralismo e com disposição de estreitar a ampliação do intercâmbio de informações relacionadas à infraestrutura, desenvolvimento verde, inovação científica e tecnológica.
“Nós estamos dispostos a ampliar nossa cooperação no cenário internacional. Vamos continuar a trocar nossas práticas e experiências sobre essa política de desenvolvimento regional. Espero que, no momento oportuno do próximo ano, realizemos o primeiro diálogo de alto nível sobre a cooperação de políticas de desenvolvimento regional entre a China e o Brasil”, relatou Wang Changlin.
No entanto, a formalização do diálogo ocorreu nesta terça-feira (12), com a ligação do presidente Lula ao chefe da nação chinesa, o presidente Xi Jinping. Na interação, os dois dirigentes abordaram a parceria estratégica bilateral, realçando os avanços alcançados no âmbito das sinergias e os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países, além de almejarem ampliar alianças para setores da saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites.
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