A estratégia inicial será diplomática. No entanto, o governo estuda medidas de reciprocidade caso a negociação não avance. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O governo federal iniciou nesta terça-feira (15), em Brasília, uma rodada de reuniões com empresários da indústria e do agronegócio para coordenar a resposta à possível imposição de uma tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O encontro é liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e integra as ações do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais.
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A medida americana, prevista para entrar em vigor em agosto, preocupa setores industriais estratégicos, como aço, alumínio, celulose, calçados, máquinas, aviação e autopeças. A pauta também mobiliza o agronegócio, que será ouvido em reunião separada nesta tarde.
Na abertura, Alckmin afirmou que o objetivo é atuar de forma coordenada para reverter a decisão. Segundo ele, as tarifas são desproporcionais, já que os EUA têm superávit comercial com o Brasil, diferente da maioria de seus parceiros.
A estratégia inicial, conforme antecipado pelo presidente Lula na semana passada, será diplomática. No entanto, o governo estuda medidas de reciprocidade caso a negociação com os Estados Unidos não avance. O tom do encontro foi o de alinhamento entre Executivo e setor privado.
Participam os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de embaixadores e secretários envolvidos na formulação da política comercial.
Entre os empresários convidados estão Francisco Gomes Neto (EMBRAER), Ricardo Alban (CNI), Josué Gomes (FIESP), Haroldo Ferreira (ABICALÇADOS), Paulo Hartung (IBÁ), Rafael Lucchesi (Tupy), Cristina Yuan (Instituto Aço Brasil) e outros nomes ligados à exportação e à indústria pesada.
O setor agroindustrial será ouvido na segunda parte das reuniões, ainda nesta terça-feira (15). A pauta incluirá produtos como carnes, grãos e madeira processada, cujos embarques aos EUA também estão sob risco.
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