Diretor do BNB afirma que bioma tem potencial para geração de energias renováveis, como eólica e solar. (Foto: Envato Elements)
O Banco do Nordeste (BNB) lançou no começo do mês edital com valores de fundo de sustentabilidade disponibilizando R$ 15 milhões em recursos não reembolsáveis para ações direcionadas a fomentar o desenvolvimento socioambiental do bioma caatinga, no objetivo de implementar atividades de recuperação, preservação e utilização sustentável do ecossistema.
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Os órgãos habilitados se enquadram em entidades públicas, privadas com sede ou filiais nos estados do Nordeste, além também de conexão com regiões de Minas Gerais e Espírito Santo. As instituições que poderão concorrer à chamada pública precisam estar alinhadas com as características do projeto, que contemplará trabalhos de R$ 1 milhão a R$ 2,5 milhões.
As iniciativas com implantação em municípios com clima árido ou inclusos em núcleos de desertificação contarão com pontuação adicional para efeito de seleção. As diretrizes do programa no que tange o aspecto financeiro atenderão despesas relacionadas a recursos humanos, serviços de terceiros, equipamentos, materiais permanentes e de consumo.
Os projetos preveem prazos de execução de 24 meses a 36 meses, e o prazo de inscrição até 28 de agosto. Os detalhes para ingressar na proposta estão disponíveis no site do Banco do Nordeste, na área de Editais do Fundeci. O diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, afirmou que a instituição bancária possui parceria pública executiva com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na proposta “Caatinga Viva”, o qual, viabiliza aporte de R$ 10 milhões no projeto.
“É preciso que a gente entenda a relevância do semiárido e da caatinga, de suas vulnerabilidades, mas também suas potencialidades, como geração de energias renováveis, principalmente solar e eólica. O Banco do Nordeste, como um dos grandes incentivadores de nossa região, deposita esperanças de que esse edital será um sucesso e trará grandes projetos para apoio à restauração sustentável de nosso bioma caatinga”, relatou José Aldemir Freire se referindo ao fundo de sustentabilidade.
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