Segundo Trump, países que retaliem com tarifas próprias terão suas taxas somadas ao novo percentual aplicado. (Foto: Reprodução/Elizabeth Frantz/Reuters)
Os Estados Unidos (EUA) anunciaram na última segunda-feira (7), novas tarifas de importação contra sete países, em mais uma rodada de medidas unilaterais. As taxas variam de 25% a 36% e entram em vigor em 1º de agosto. O presidente Donald Trump afirmou que os países afetados mantêm barreiras que prejudicam exportadores americanos, ao mesmo tempo em que se beneficiam do acesso ao mercado dos EUA.
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A medida afeta produtos da Tailândia e do Camboja (36%), Sérvia e Bangladesh (35%), Indonésia (32%), Bósnia (30%) e Tunísia (25%). Com esse anúncio, o número de países tarifados em 2024 sobe para 14, considerando também Japão, Coreia do Sul e África do Sul. Trump afirmou que assinou mais de 10 cartas notificando os países sobre os aumentos.
As comunicações preveem a suspensão das tarifas caso acordos bilaterais sejam firmados até 31 de julho. Segundo Trump, países que retaliem com tarifas próprias terão suas taxas somadas ao novo percentual aplicado. Produtos transbordados para evitar a taxação também poderão ser penalizados, segundo os termos divulgados.
Howard Lutnick, secretário de Comércio, confirmou que as tarifas entrarão em vigor em agosto, mas que os termos ainda podem ser revistos caso haja avanço nas negociações. O governo americano mantém conversas com diversos países, e Trump espera que até 9 de julho boa parte dos acordos esteja concluída.
Além das tarifas principais, Trump ameaçou impor uma sobretaxa de 10% a países que adotem políticas econômicas alinhadas ao Brics. A declaração foi interpretada como um sinal de endurecimento contra iniciativas multilaterais que fogem da agenda bilateral de Washington.
Até o momento, apenas Reino Unido e Vietnã conseguiram concluir acordos comerciais para evitar as tarifas. A China, após meses de disputa, firmou uma trégua temporária para reduzir tarifas de até três dígitos que haviam sido aplicadas de forma recíproca.
Scott Bessent, secretário do Tesouro, negou que os EUA estejam adotando uma política de intimidação, mas reforçou a estratégia de “pressão máxima”. Ele afirmou que o objetivo é acelerar a assinatura de acordos comerciais com regras mais favoráveis a Washington.
Bessent citou a União Europeia como exemplo de avanço, afirmando que o bloco está mais receptivo após resistências iniciais. A Casa Branca argumenta que a nova postura tarifária é necessária para corrigir distorções históricas e proteger o mercado doméstico.
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