Conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (7), analistas consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo, pela sexta semana seguida, a estimativa para a inflação de 2025. A nova projeção para o IPCA é de 5,18%, ante 5,20% na semana anterior.
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Apesar da redução, a projeção permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2026, o mercado manteve a previsão de inflação em 4,50%.
A redução gradual nas expectativas ocorre em meio à sinalização do Banco Central de que o atual ciclo de aperto monetário pode estar próximo do fim. Ainda assim, analistas seguem cautelosos com a trajetória dos preços nos próximos anos.
O Focus também apontou uma ligeira alta na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 2,21% para 2,23%. Já para 2026, a previsão foi ajustada de 1,87% para 1,86%, refletindo uma visão mais contida sobre o desempenho econômico de médio prazo.
Em relação à taxa básica de juros, a projeção da Selic ao final de 2025 foi mantida em 15% pela terceira semana consecutiva. Para 2026, o mercado espera queda para 12,50%, número que se mantém estável há 23 semanas.

Além disso, a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano. O comunicado indicou possibilidade de estabilidade futura, mas reforçou que novos aumentos não estão descartados caso o cenário inflacionário se deteriore.
As expectativas para os anos seguintes seguem inalteradas: 10,50% para 2027, pela 21ª semana seguida, e 10% para 2028, estável há 28 semanas.
Focus: projeção para o dólar em 2026
No câmbio, a projeção para o dólar no fim de 2025 segue em R$ 5,70. Para 2026, houve leve ajuste: de R$ 5,79 para R$ 5,75. A redução ocorre em meio à valorização do real frente à moeda norte-americana neste ano.
Em 2025, o dólar acumula desvalorização de 12,2% frente ao real, movimento influenciado pelo diferencial de juros e entrada de capital estrangeiro. A expectativa do mercado é de que a taxa cambial continue pressionada por fatores fiscais e políticos no médio prazo.
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