Banco Central anuncia que o fluxo de investimento estrangeiro em ações no Brasil registrou saldo positivo de US$ 1,880 bilhão em maio. (Foto: Envato Elements)
Banco Central (BC) anuncia que o fluxo de investimento estrangeiro em ações no Brasil registrou saldo positivo de US$ 1,880 bilhão em maio. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (25), contrasta com o desempenho de maio de 2024, quando houve saída líquida de US$ 937 milhões.
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O movimento também foi favorável em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, com entrada líquida de US$ 1,673 bilhão. No mesmo mês do ano anterior, esse saldo havia sido maior, de US$ 2,20 bilhões.
Por outro lado, os fundos de investimento registraram saída líquida de capital estrangeiro de US$ 1,012 bilhão. Em maio de 2024, essa categoria havia atraído US$ 253 milhões.
Além disso, a conta de lucros e dividendos teve déficit de US$ 3,520 bilhões em maio, pouco abaixo dos US$ 3,981 bilhões negativos registrados no mesmo mês de 2024. As despesas com juros da dívida externa também cresceram: somaram US$ 1,660 bilhão no mês, frente a US$ 1,349 bilhão um ano antes.
No acumulado de 2025, a saída líquida com lucros e dividendos já chega a US$ 15,497 bilhões. Os gastos com o serviço da dívida estão em US$ 10,332 bilhões no mesmo período.
A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) foi de US$ 3,662 bilhões em maio e ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que esperava US$ 4,500 bilhões. As estimativas variavam entre US$ 3,90 bilhões e US$ 5,900 bilhões. No acumulado do ano, o IDP soma US$ 30,944 bilhões.
Em 12 meses, a entrada líquida totalizou US$ 70,477 bilhões, o equivalente a 3,31% do Produto Interno Bruto (PIB). O BC projeta US$ 70 bilhões de IDP em 2025, equivalente a 3,2% do PIB, mas pode revisar a estimativa nesta quinta-feira, 26, com a divulgação do novo Relatório de Política Monetária.
O comportamento dos investimentos estrangeiros no Brasil em maio revela um cenário misto. Enquanto ações e renda fixa voltaram a atrair recursos, fundos e IDP mostraram sinais de cautela.
A elevação nas remessas de lucros, dividendos e juros aumenta a pressão sobre o balanço de pagamentos, exigindo maior entrada de capital produtivo.
A revisão da projeção do BC nesta semana deve sinalizar como a autoridade monetária enxerga o equilíbrio entre fluxos financeiros e fundamentos econômicos.
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