Segundo o relatório da RiskBased Security, 7,9 bilhões de casos por violações de dados foram registrados em 2019. (Foto: LC Moreira)
A invasão cibernética tem sido uma preocupação para que empresas se assegurem de posicionamentos na busca de evitar atuações de criminosos que se especializam em esmiuçar dados corporativos. Segundo o relatório da RiskBased Security, 7,9 bilhões de casos por violações de dados foram registrados em 2019, número que significa o dobro dos números delimitados em 2018.
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O painel é o cerne de explanação ministrado pelo presidente da Associação Nacional dos Peritos em Computação Forense (APECOF), Marcos Monteiro, nesta terça-feira (24), em Fortaleza, numa explanação realizada na Hoots Gastropub, em um ambiente recheado de empresários, gestores C-level e entes correlacionados ao setor econômico cearense.
Na ocasião, Marcos concedeu entrevista à Trends e afirmou que muitos criminosos estão migrando de outras esferas, como o tráfico de drogas, para cometimento de infrações cibernéticas e que, segundo ele, todas as empresas, seja qual for a atividade administrativa, está propensa a algum tipo de abordagem dessa natureza.
“Pois hoje da própria internet vende-se produtos e serviços para pessoas com pouco conhecimento, que eles acabam utilizando esses produtos e serviços para aplicar vários golpes altamente lucrativos, e com uma pena muito branda, quando é pego. E nesse sentido visamos alertar sobre os riscos e como tratá-los, em relação às empresas e também a consciência dos aspectos legais relacionados a qualquer tipo de invasão, qualquer tipo de crime cibernético”, enfatiza o especialista.
Segundo Marcos, a prevenção ainda é a maior atribuição para diagnosticar algum tipo de risco, e sobre o formato de procurar remediar o condicionamento, o especialista aponta que a configuração é delicada porque o combate aos tipos de riscos pode gerar outros tipos de problemas, quando se é investigado e solucionado da forma adequada.
“Em média, 25% das empresas no mundo levam mais de um ano para se recuperar do ‘baque’ que sofreu depois de uma invasão e, mesmo assim, muitas empresas voltam a ser vítimas por não ter tratado devidamente, não ter documentado devidamente, muito menos reportado como deveria às autoridades policiais”, explica o presidente da APECOF.
De acordo com Marcos Monteiro, os crimes mais comuns na atualidade se caracterizam pelo vazamento de dados, sob situações que estabelecem em casos de extorsão. Ele explica que o estelionatário se apossa dos dados da vítima e cobra valores em dinheiro, para não divulgar as informações.
Segundo o especialista, os tipos de ocorrências se pontuam de acordo com as ocasiões. O mais comum é o uso “ransomware”, que é um tipo de ação criminosa que consiste num software malicioso que invade sistemas digitais, danificando e bloqueando dispositivos. No entanto, Marcos aponta que atualmente há uma redução no número destes tipos de procedimentos.
Para um acompanhamento pericial, o especialista relata que acontece a catalogação da ocorrência e a identificação dos ativos, o qual, conforme ele, o panorama pode surgir não apenas no âmbito tecnológico, mas também físico e intelectual. “São processos, produtos e pessoas que tem aquele ativo de informação e que vão atrás de identificar a probabilidade de uma ameaça. Diante daquele incidente, nós teríamos o conhecimento do que é o risco, e o risco pode ser tratado de diversas formas, se pode mitigar e pode claramente, eliminar o risco, ou até mesmo terceirizar aquele risco”, frisa Marcos Monteiro.
Nesta 10ª edição do ILECE&TRENDS Experience, realizada no dia 24 de junho, no Hoots Gastropub, o tema escolhido foi “Cibersegurança: quando o invisível ataca e compromete reputações”. Marco Monteiro, presidente da APECOF, esteve à frente da palestra, mostrando os riscos que as empresas correm por não investirem em sistemas seguros e como mitigar ações criminosas no campo cibernético.
O ILECE&TRENDS Experience é o maior evento corporativo multissetorial do Nordeste. Todos os anos, o ITE reúne grandes nomes do setor empresarial cearense, gestores C-level, membros da academia e formadores de opinião para debater temas atuais e relevantes para a sociedade. O evento tem a realização da TRENDS e do ILECE (Instituto de Lideranças Empresariais do Ceará).

10º ILECE&TRENDS Experience discute cibersegurança para líderes do Nordeste
Na Indústria 4.0, inovação e cibersegurança devem caminhar juntas