A inflação de outubro apresentou queda de 0,38 ponto percentual abaixo da taxa de setembro que estabeleceu alta de de 0,70%. Ao passo que em outubro, até o momento, a variável atinge 0,32%.
O monitoramento é uma constatação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15. No entanto, segundo o gerenciador, no acumulado de 12 meses, o IPCA-15 assinala 4,62%, acima do constatado no mesmo período anterior calculado, o qual, atingiu 4,47%.
O apanhado, por assim, é uma análise dos Indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, anunciados nesta sexta-feira (23).
Ao que consta, segundo a entidade, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito obtiveram alta em outubro. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e Bebidas (0,88% e 0,19 p.p). As demais variações denotaram recuo de 0,10% de Habitação e o aumento de 0,55% em Despesas pessoais.
O economista do Banco BV, Carlos Lopes, destaca que o panorama para o mês é positivo, em virtude do resultado do IPCA -15. A projeção da entidade, contudo, pontuava uma alta de 0,40%. O especialista menciona, que no âmbito geral, o quadro segue qualitativamente ‘preocupante’.
O especialista relata que a distribuição incluindo os principais grupos resultou na expectativa do mercado. Ele se refere a pressão inflacionária no setor de alimentação, o qual registrou alta de 0,88%.
“Ao observar um horizonte mais amplo, considerando os últimos três meses, o comportamento da inflação continua desfavorável. Sem a contribuição dos preços administrados, teríamos pressões ainda mais intensas. A inflação dos preços livres acumula alta de 4,83% em 12 meses. Considerando os últimos três meses, com ajuste sazonal e anualização, o ritmo de alta se aproxima de 6%”, pontua.