As projeções do mercado brasileiro de aviação é dobrar a movimentação de usuários nas próximas décadas. Ao passo que a previsão decorre da avaliação da europeia Airbus, o qual aponta que o circuito brasileiro galgará de 114 milhões de passageiros transportados em 2025 para 233 milhões em 2045.
A Taxa de Crescimento Anual Composta para o setor, nesse ínterim, resulta para o crescimento de 3,3% no segmento. O presidente regional da Airbus, Arturo Barreira, destaca que a média da viagem por habitante ao ano dobrará para 1,0 viagem per capita em 2045.
“O que vemos nos próximos 20 anos é um crescimento liderado pela expansão do PIB e das classes médias na região. O crescimento dos mercados domésticos será o combustível que vai animar essa alta global”, acentua.
O estudo verificou que a tendência é que a frota evolua na jornada. Por assim, em 20 anos, passando das atuais 459 aeronaves de corredor único (narrowbody) e 133 de duplo corredor (widebody) para robustos 855 narrowbodies e 236 widebodies.
Nordeste é destaque no panorama
Arturo relata que a geografia brasileira estipula formalizar novas possibilidades na aviação comercial. O executivo destaca a conexão do Nordeste à Europa, como por exemplo, via no recém lançado jato A321XLR.
“Rotas que hoje já são operadas por companhias como a TAP e a Iberia. Industrialmente, o Brasil mantém seu peso abrigando nossos centros de manutenção e a nossa linha de montagem de helicópteros localizada em Minas Gerais”, reforça.
O Brasil, a princípio, assume um posto de liderança no englobamento do mercado latino-americano, o qual, conforme Arturo, o país se adequa às diretrizes baseadas nos conceitos da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) no continente. Ele realça que a descarbonização é o desafio mais emblemático para o setor nos próximos anos.
“Creio que o país mais avançado na região hoje é o Brasil. O Brasil já possui um arcabouço legal aprovado para a adoção do Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) e iniciará, a partir do ano que vem, as obrigações de consumo por parte das companhias aéreas”, frisa.
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