O interesse internacional pelos ativos brasileiros atingiu um novo patamar após o primeiro turno da eleição presidencial. Na última segunda-feira (5), por exemplo, o EWZ movimentou US$ 8,2 bilhões, maior volume diário registrado pelo fundo em 25 anos.
Além disso, o ETF, negociado na Bolsa de Nova York e vinculado ao índice MSCI Brasil, fechou o pregão com alta de 12,54%. Ao mesmo tempo, recebeu US$ 700 milhões em novos recursos, cerca de R$ 3,5 bilhões. O valor também representa o maior fluxo diário da história do fundo.
EWZ entre os ETFs mais negociados
Com esse resultado, o volume colocou o EWZ na terceira posição entre os ETFs mais negociados do mercado americano naquele dia. À frente, ficaram apenas os fundos que acompanham o S&P 500 e o Nasdaq.
Antes disso, o recorde de negociação do EWZ havia ocorrido em 2018, durante a eleição presidencial daquele ano. Já no pregão seguinte, o fundo apresentava estabilidade, com baixa de 0,1%, cotado a US$ 42,94.
Mercado de opções amplia movimento
Além do volume elevado, a forte movimentação também esteve relacionada ao mercado de opções. Antes do resultado eleitoral, havia concentração de contratos de compra do EWZ com preços de exercício em US$ 42 e US$ 43.
Com a valorização do fundo, o EWZ chegou a US$ 43,90 durante o pregão. Assim, parte desses contratos entrou na faixa de exercício, o que ajudou a ampliar a pressão sobre as negociações à vista.
Da mesma forma, fundos brasileiros utilizam o EWZ em suas estratégias devido à maior liquidez do mercado americano.
B3 também registra forte volume
Enquanto isso, a movimentação no exterior acompanhou o avanço dos negócios na Bolsa brasileira. Na segunda-feira, a B3 registrou R$ 103,3 bilhões em volume financeiro, ante média diária de R$ 32,6 bilhões no acumulado do ano.
Dessa forma, o resultado do primeiro turno provocou uma forte elevação da liquidez tanto no mercado brasileiro quanto nos ativos brasileiros negociados nos Estados Unidos.
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