A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,45 bilhões até a quarta semana de setembro de 2026. O resultado representa alta de 151,1% em relação ao mesmo período de setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) na segunda-feira (28).
No período, as exportações somaram US$ 30,49 bilhões, com crescimento de 22,2%. Por sua vez, as importações alcançaram US$ 24,04 bilhões, avanço de 7,4%. Com isso, a corrente de comércio chegou a US$ 54,52 bilhões, alta de 15,2%.
Entre os produtos ligados ao agronegócio, soja, café e celulose contribuíram para o aumento das vendas externas. Em contrapartida, milho, carne bovina e açúcar registraram queda nas exportações.
Exportações da agropecuária chegam a US$ 6,17 bilhões
As exportações da agropecuária alcançaram US$ 6,17 bilhões até a quarta semana de setembro. Dessa forma, o setor apresentou crescimento de 12,8% na comparação indicada pelo Mdic.
Entre os principais produtos, as vendas externas de soja avançaram 21,1%. Além disso, as exportações de café não torrado cresceram 20,6%.
O grupo formado por centeio, aveia e outros cereais não moídos registrou alta de 33.296,8%. Entretanto, o desempenho não se repetiu entre todos os produtos agropecuários.
As exportações de milho não moído, exceto milho doce, recuaram 10,9%. Da mesma maneira, as vendas de produtos hortícolas frescos ou refrigerados caíram 28,3%.
Já as exportações de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras tiveram retração de 68,9%.
Celulose avança enquanto carne bovina e açúcar recuam
Na indústria de transformação, as exportações somaram US$ 15,62 bilhões, alta de 13,8%. Nesse segmento, entretanto, os resultados variaram entre os produtos ligados ao agronegócio.
As vendas externas de celulose cresceram 44%. Por outro lado, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuaram 23,3%.
Além disso, as vendas de açúcares e melaços diminuíram 17,6%. Entre outros produtos da indústria de transformação, os óleos combustíveis de petróleo, exceto os brutos, avançaram 59,2%.
As exportações de ouro não monetário também cresceram, com alta de 59,8%. Em sentido contrário, as vendas de automóveis de passageiros recuaram 29,2%.
Petróleo impulsiona exportações da indústria extrativa
A indústria extrativa apresentou a maior expansão percentual entre os três setores exportadores. As vendas externas do segmento chegaram a US$ 8,41 bilhões, crescimento de 52,2%.
O petróleo bruto foi um dos principais responsáveis pelo resultado. As exportações do produto avançaram 89,6% no período.
Além disso, as vendas de minérios de cobre e seus concentrados cresceram 132,5%. Já as exportações de outros minerais em bruto aumentaram 66%.
Por outro lado, as vendas de minério de ferro e seus concentrados diminuíram 14,7%. As exportações de pirites de ferro não torradas também recuaram, com queda de 59,6%.
Enquanto isso, os minérios de níquel e seus concentrados registraram retração de 100%.
Importações de fertilizantes e trigo diminuem
Apesar do crescimento das importações brasileiras, alguns insumos e produtos agrícolas registraram queda nas compras externas.
As importações de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, recuaram 21,8%. No caso dos fertilizantes brutos, exceto adubos, a redução chegou a 61,6%.
Além disso, as compras de trigo e centeio não moídos diminuíram 15,3%. O grupo de centeio, aveia e outros cereais não moídos teve retração de 61,1%.
As importações de tabaco em bruto também caíram, com redução de 81,2%.
Em contrapartida, as compras de soja avançaram 46,4%. Da mesma forma, as importações de frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, cresceram 30%.
Já as compras de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado aumentaram 36,1%. No conjunto, as importações da agropecuária somaram US$ 450 milhões, alta de 15,7%.
Compras de combustíveis e automóveis avançam
As importações da indústria de transformação atingiram US$ 22,37 bilhões, crescimento de 6,8%.
Entre os destaques, as compras de óleos combustíveis de petróleo, exceto os brutos, aumentaram 86,4%. Além disso, as importações de automóveis de passageiros avançaram 99,5%.
As compras de máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, além de equipamentos para registro e leitura de dados, cresceram 245,4%.
Na indústria extrativa, as importações somaram US$ 1,07 bilhão, alta de 16,5%. Nesse grupo, as compras de petróleo bruto aumentaram 45,3%.
Por sua vez, as importações de outros minérios e concentrados de metais de base cresceram 53,9%, enquanto as de carvão avançaram 12%.
Em sentido contrário, as compras de gás natural recuaram 38,3%. As importações de minérios de alumínio e seus concentrados também diminuíram, com queda de 60,4%.
Superávit acumulado chega a US$ 61,77 bilhões
De janeiro até a quarta semana de setembro de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 281,34 bilhões. O resultado representa crescimento de 11,5% na comparação apresentada pelo Mdic com o mesmo período de 2025.
No mesmo intervalo, as importações somaram US$ 219,57 bilhões, alta de 6%. Assim, o crescimento mais acelerado das exportações ampliou o saldo positivo da balança comercial.
Com isso, o superávit acumulado chegou a US$ 61,77 bilhões, crescimento de 36,3%. Além disso, a corrente de comércio alcançou US$ 500,92 bilhões, aumento de 9%.
Os números de setembro ainda são parciais. Portanto, o resultado mensal considera os dados disponíveis até a quarta semana do mês.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), via Portal do Agronegócio.