O diretor de incorporações de novos negócios da BSPAR, Fábio Gomes de Albuquerque, relatou que neste ano a corporação projeta lançar empreendimentos que geram aportes de cerca de R$ 1 bilhão. Além disso, o gestor menciona que em termos de valor geral de venda a empresa resultou num crescimento triplo comparado ao ano passado.
Ao passo que os esclarecimentos do gestor se configurou em decorrência da entrevista exclusiva concedida à Trends na manhã desta quarta-feira (23) durante a realização no primeiro dia do Fórum Novo Mercado 2026 – A Arquitetura do Sucesso, no shopping Rio Mar, em Fortaleza (CE).
Além do mais, Fábio destaca que o faturamento da BSPAR obteve incremento neste ano de mais de 50% em relação a 2025. Isto é, segundo o diretor da BSPAR, três projetos serão lançados em 2026. O BS Steel, apontado por ele, um empreendimento comercial de altíssimo padrão. “É um novo ícone no mercado imobiliário, um prédio de inovação de estrutura metálica. Foi um desafio posto pelo Beto (se refere a Beto Studart – presidente da BSPAR). Ele queria trazer inovação para dentro e tenho certeza que vai repercutir dentro de nosso estado como uma tecnologia possível. E com certeza que daqui a pouco estará mais próximo do custo das outras”, realça.
Um segundo projeto elencado, aponta um empreendimento em Guararapes, que são apartamentos com dimensões de 60 a 110 metros, denominado de BS Beatriz, e obtendo requintes para estilos mais exigentes. “E ainda vamos lançar esse ano, um segmento de praia que são casas de 180 metros, lá no Fortim, que vai se chamar BS Fortim, já estamos com o projeto pronto”, complementa o diretor.
Inovação: item funcional para todos os setores
Uma das características é o modelo de inovação implementado na BSPAR. Ou seja, o executivo enfatiza que existe um programa denominado de BS Innovation que potencializa ideias nas várias ramificações do setor de construção civil da empresa. Fábio enumera que a construção civil é dividida nas categorias de fundação, estrutura, partes elétricas e hidráulicas, impermeabilização, inovação e os itens de escritório. Nesta gerência, ele esclarece que a empresa valoriza propostas de inovação para cada unidade.
“Qual o benefício de custo, qualidade e manutenção da inovação para aquisição. E então a gente libera para que o proprietário do projeto faça os estudos necessários para que nos possa apresentar. E se tiver, de fato, um ganho como previsto, e quando testado e aprovado, a gente leva para produção e escala”, frisa.
A dinâmica na inovação é uma vertente aplicada na prática na BSPAR, conforme Fábio. Por exemplo, aponta uma logística de entrega de paredes prontas, além disso, ressalta sistemas de parte elétrica e hidráulica produzidos na indústria e remanejados só para a montagem. Contudo, assinaturas digitais também estão sendo introduzidas para acelerar os procedimentos burocráticos. Ele reforça que este fator era um empecilho para aumentar a demanda de ações e atividades. Ele destaca que atualmente 95% dos contratos são assinados digitalmente, e assinala que os clientes preferem este formato.
“Nós passamos quantos anos passar uma assinatura de contrato digital? Não podia, o jurídico tinha uma série de impedimentos, o cliente não poderia receber. O comercial tinha receio que ia perder aquele fechamento na hora da assinatura. E então começou a pandemia, e hoje posso dizer que com certeza 95% dos nossos contratos são assinados digitalmente e os clientes até preferem que sejam dessa forma. O nosso comercial também prefere”, elucida.
Cultura organizacional da BSPAR
A cultura organizacional é um fator proeminente a partir dos princípios estabelecidos pelo fundador da BSPAR, Beto Studart. Este é o panorama básico realçado por Fábio no cronograma da empresa.
“Tem certas lacunas que a gente não muda, tem certas atribuições que a gente altera. O que não mudamos são os princípios, é o que a gente chama de valores dentro da empresa, é o que é colocado pelo Beto desde a fundação. Aquilo que ele quer preservar, o que ele tolera, os valores”, salienta.
O diretor da BSPAR afirma que a medida prioriza a relação de autonomia do colaborador, do funcionário, alinhado à cultura organizacional da empresa. “Então, esse é o grande benefício dessa cultura organizacional, que se consegue transformar o pensamento do fundador, do presidente, nas ações que as pessoas executam. Seja quando estão atendendo um cliente, uma reclamação, uma manutenção. Seja quando estão fazendo uma entrega, uma negociação desse cliente por uma questão de cobrança de inadimplência”, pontua.
Conselho no ramo empresarial que Fábio relata se atribui a constantemente procurar enxergar as mudanças de mercado que estão em execução, contudo preservando os princípios naturais da empresa. “Entendendo as mudanças culturais, as mudanças de produtos, às novas necessidades do cliente, nós temos que ter um olhar interno para a empresa, de gestão, de disciplina, de manter os princípios, apesar das mudanças”, afirma.
O diretor menciona que o advento da Inteligência Artificial (IA) é um benefício corporativo. Ele se considera um entusiasta do desenvolvimento tecnológico, e em especial da nova ferramenta digital. “Eu costumo dizer que a IA não vai tomar o cargo das pessoas, que são boas, ela vai transformar aquelas pessoas boas em excelentes. Seja na produtividade, seja na capacidade de fazer leituras, de relatórios, ela vai ajudar. Então por assim eu terei mais pessoas excelentes dentro da empresa”, analisa.
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